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Rio de Janeiro - Um dia após o anúncio de medidas de estímulo à indústria pelo governo, o BNDES informou que vai disponibilizar uma linha de 4 bilhões de reais para financiar a cadeia de fornecedores do setor de petróleo e gás natural até 2015.
As taxas de juros vão variar de 4,5 por cento ao ano, para projetos de inovação, a 11,04 por cento, para capital de giro, passando por taxas de cerca de 9 por cento para implantação de novos projetos, fusões e aquisições.
De acordo com o chefe do departamento da cadeia produtiva de petróleo e gás natural do banco, Ricardo Cunha, o objetivo principal do programa é aumentar a capilaridade do BNDES para atender os fornecedores, na sua maioria de micro, pequeno e médio porte, e garantir o conteúdo nacional exigido pelo governo para a Petrobras e demais empresas que atuam no país.
"O potencial da cadeia de petróleo e gás natural é muito grande. Começamos com um orçamento pequeno para ver o comportamento do mercado, mas pode aumentar", disse Cunha à Reuters.
"Tudo vai depender muito da Petrobras, mas nos próximos quatro anos ela não precisa muito de conteúdo nacional", explicou.
"A partir da 7a rodada (de leilões da ANP) é que é mais exigente, poucos blocos vão entrar em operação antes de 2015", complementou, referindo-se ao leilão no qual a Petrobras adquiriu áreas no pré-sal da bacia de Santos, em 2005.
Segundo Cunha, a ideia do banco é estimular a indústria agora para que esteja pronta a atender a demanda quando for necessário.
Em um primeiro momento, Cunha prevê que o banco vá desembolsar 1 bilhão de reais por ano, excluindo 2011, quando o volume será menor.
O valor coincidentemente é o mesmo estimado pela Petrobras para os seus habituais financiamentos a fornecedores, prática que pretende deixar de fazer para liberar o seu fluxo de caixa para investimentos.
Acesso
Além de melhores condições financeiras, o acesso para as micro, pequenas e médias empresas, que representam 85 por cento dos fornecedores do setor, também será flexibilizado.
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