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Por Alessandra Saraiva
Rio - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, admitiu hoje que o impacto da apreciação do real para o setor exportador não passou despercebido pelo banco. Mas sobre a possibilidade de serem divulgadas medidas de apoio aos exportadores, que sofrem atualmente com o dólar fraco, o executivo disse que a decisão caberia apenas ao Ministério da Fazenda. "Do nosso ponto de vista, há uma preocupação com a apreciação da taxa de câmbio, que não só afeta setores manufaturados neste momento, mas até mesmo alguns setores competitivos, cujos preços internacionais não estão tão favoráveis", admitiu.
Após participar da abertura do 11º Congresso de Agribusiness, no Rio de Janeiro, Coutinho afirmou que o câmbio é um tema que tem preocupado o governo. Ele lembrou que a União já adotou "medidas no passado recente", mas preferiu não especular se o governo poderia adotar novas ações de apoio aos exportadores.
Coutinho afirmou ainda que as medidas de apoio aos setores de máquinas e equipamentos, elaboradas pelo governo durante a crise, têm data prevista para acabar, em 31 de dezembro. Segundo ele, qualquer decisão de prorrogação depende do Ministério da Fazenda.
Agropecuária
Os empréstimos do BNDES para a agropecuária podem encerrar 2009 com um volume superior a R$ 18 bilhões, acima do total de R$ 16 bilhões alocados para o setor no ano passado, informou Coutinho. De acordo com o presidente do banco de fomento, até outubro deste ano os financiamentos para o setor agropecuário acumulam, em 12 meses, montante de R$ 16,9 bilhões.
Na avaliação de Coutinho, o setor agropecuário foi um dos sustentáculos da atividade econômica brasileira em meio à crise. "Eu acho que nós vamos chegar a um número bastante expressivo este ano (de empréstimos para a agropecuária), provavelmente superior a R$ 18 bilhões, mas é difícil dizer um número exato", afirmou.
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