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Ajuste | 05/07/2012 13:45

BCE reduz taxas de juros para apoiar economia

O corte de 0,25 ponto percentual na principal taxa de refinanciamento do BCE, para 0,75%, veio em linha com as expectativas do mercado

Sakari Suoninen, da

Ralph Orlowski/Getty Images

Logo da União Europeia em frente ao Banco Central Europeu, na Alemanha

UE: Além de cortar sua principal taxa de refinanciamento, o BCE também reduziu sua taxa de depósito, que funciona como um piso para o mercado de dinheiro, de 0,25% para zero

Frankfurt - O Banco Central Europeu (BCE) cortou sua principal taxa de juros para o recorde de mínima nesta quinta-feira com o objetivo de impulsionar a economia da zona do euro, que está se deteriorando, mas evitou medidas dramáticas como compras de títulos do governo ou inundar bancos com nova liquidez.

O corte de 0,25 ponto percentual na principal taxa de refinanciamento do BCE, para 0,75 por cento, veio em linha com as expectativas do mercado e seguiu uma série de dados econômicos que mostraram que a maior economia da zona do euro, a Alemanha, está entrando numa modesta retração.

De 71 economistas consultados pela Reuters, 48 esperavam que o banco reduzisse a taxa. A maioria apostava em 0,25 ponto percentual, embora alguns estimassem uma queda maior.

As ações europeias, que avançaram após a divulgação do corte, reduziram os ganhos depois que o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que a economia da zona do euro irá se recuperar apenas gradualmente diante dos problemas de dívida de vários membros do bloco e da falta de disposição dos bancos em emprestar.

"Os riscos cercando a perspectiva econômica para a zona do euro continuam", disse Draghi em entrevista à imprensa. "Além do curto prazo, esperamos que a economia da zona do euro se recupere gradualmente, embora com a força afetada por uma série de fatores. Em particular, tensões em alguns mercados de dívida soberana da zona do euro e seu impacto em condições de crédito." A decisão do BCE seguiu-se a medidas similares de incentivo de China e Grã-Bretanha.

Draghi afirmou que não houve coordenação entre os três Bancos Centrais.

Além de cortar sua principal taxa de refinanciamento, o BCE também reduziu sua taxa de depósito, que funciona como um piso para o mercado de dinheiro, de 0,25 por cento para zero.

Esse movimento pode encorajar bancos a emprestar uns para os outros e não apenas manter fundos de até 800 bilhões de euros no BCE todas as noites.

O corte na taxas de juros não é visto como uma panaceia para os problemas da zona do euro, mas a redução nos custos de empréstimos mostra que o BCE está pronto para incentivar a fraca economia.

Draghi informou que a decisão foi unânime. "Isso tem uma força especial", disse ele.

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