Aguarde...
ComércioDiretor da OMC relativiza votos recebidos na eleição
NegociaçõesMéxico quer impulsionar comércio com Brasil, mas sem acordos
EstataisBrasil e México vão aproximar petroleiras Petrobras e Pemex
Acima de polêmicasObama promete manter foco em empregos e na classe média
Dados oficiaisEconomia argentina cresce 2,7% no primeiro trimestre
PortosMP dos Portos é passo para economia competitiva, diz Firjan
NegociaçãoPara Azevêdo, precisamos repensar a Rodada Doha
EstimativasPortos receberão mais de R$ 50 bilhões em investimentos
OMCRetirada de protecionismo deve ser lenta, diz Azevêdo
PolíticaObama diz que classe média sempre será seu "foco número um"
UE: Além de cortar sua principal taxa de refinanciamento, o BCE também reduziu sua taxa de depósito, que funciona como um piso para o mercado de dinheiro, de 0,25% para zero
Frankfurt - O Banco Central Europeu (BCE) cortou sua principal taxa de juros para o recorde de mínima nesta quinta-feira com o objetivo de impulsionar a economia da zona do euro, que está se deteriorando, mas evitou medidas dramáticas como compras de títulos do governo ou inundar bancos com nova liquidez.
O corte de 0,25 ponto percentual na principal taxa de refinanciamento do BCE, para 0,75 por cento, veio em linha com as expectativas do mercado e seguiu uma série de dados econômicos que mostraram que a maior economia da zona do euro, a Alemanha, está entrando numa modesta retração.
De 71 economistas consultados pela Reuters, 48 esperavam que o banco reduzisse a taxa. A maioria apostava em 0,25 ponto percentual, embora alguns estimassem uma queda maior.
As ações europeias, que avançaram após a divulgação do corte, reduziram os ganhos depois que o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que a economia da zona do euro irá se recuperar apenas gradualmente diante dos problemas de dívida de vários membros do bloco e da falta de disposição dos bancos em emprestar.
"Os riscos cercando a perspectiva econômica para a zona do euro continuam", disse Draghi em entrevista à imprensa. "Além do curto prazo, esperamos que a economia da zona do euro se recupere gradualmente, embora com a força afetada por uma série de fatores. Em particular, tensões em alguns mercados de dívida soberana da zona do euro e seu impacto em condições de crédito." A decisão do BCE seguiu-se a medidas similares de incentivo de China e Grã-Bretanha.
Draghi afirmou que não houve coordenação entre os três Bancos Centrais.
Além de cortar sua principal taxa de refinanciamento, o BCE também reduziu sua taxa de depósito, que funciona como um piso para o mercado de dinheiro, de 0,25 por cento para zero.
Esse movimento pode encorajar bancos a emprestar uns para os outros e não apenas manter fundos de até 800 bilhões de euros no BCE todas as noites.
O corte na taxas de juros não é visto como uma panaceia para os problemas da zona do euro, mas a redução nos custos de empréstimos mostra que o BCE está pronto para incentivar a fraca economia.
Draghi informou que a decisão foi unânime. "Isso tem uma força especial", disse ele.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados