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Projeção | 28/06/2012 21:48

BC reduz projeção de expansão do PIB de 3,5% a 2,5% em 2012

O desempenho esperado agora para o Produto Interno , divulgado nesta quinta-feira no Relatório Trimestral de Inflação do BC, é pior do que o já considerado ruim de 2011

O BC também tem atuado para impulsionar o crescimento, ao reduzir a Selic desde agosto passado em 4 pontos percentuais, levando-a à atual mínima recorde de 8,50 por cento ao ano, mantendo a porta aberta para mais cortes.

Inflação - Segundo o relatório do BC, o IPCA subirá 4,7 por cento neste ano pelo cenário de referência, ante previsão anterior de 4,4 por cento. Para 2013, no entanto, o cenário melhorou. O BC prevê que o indicador avançará 5,0 por cento em 2013, abaixo das contas anteriores, de 5,2 por cento. Para o segundo semestre de 2014, as contas são de que o indicador subirá 5,1 por cento.

Para o diretor do BC, a inflação maior esperada neste ano virá com a alta do dólar frente ao real. "Como o real se depreciou, isso vale para a maioria das moedas, o impacto dessa depreciação, quando ocorre, é relativamente rápida na inflação", afirmou ele.

O BC também informou que a chance de a inflação estourar o teto da meta oficial -de 4,5 por cento pelo IPCA- é de 3 por cento em 2012 e em torno de 18 por cento no ano que vem.

Com a perda de fôlego da atividade, os preços têm arrefecido. Na semana passada, foi divulgado que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) -considerado uma prévia da inflação oficial- havia subido 0,18 por cento em junho, ante alta de 0,51 por cento em maio. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado e reforça a perspectiva de mais reduções na Selic.

Para Araújo, a desaceleração da inflação decorre do arrefecimento do choque de preços das commodities, do menor crescimento no mercado interno e dos efeitos da crise externa no país.

O estrategista-chefe do banco WestLB, Luciano Rostagno, acredita que, ao perceber uma inflação menor em 2013, o BC tem um caminho mais aberto ainda para continuar com o processo de flexibilização monetária. Ajuda também, acrescentou ele, o desempenho bem mais fraco esperado para a economia neste ano.

"Geralmente essas revisões (de PIB) ocorrem de forma gradual e essa redução mostra que o crescimento do primeiro trimestre decepcionou. Isso deve dar espaço para o BC continuar baixando os juros", comentou ele.

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