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A expectativa dos analistas já era de que o BC reduziria suas contas para o crescimento do PIB neste ano, para entre 2,5 e 3 por cento ao ano, diante dos sinais de que a economia brasileira não está reagindo, com destaque para o setor industrial.
Essa dificuldade, vinda sobretudo da crise internacional, continua mesmo diante dos estímulos monetários e fiscais adotados pela área econômica. O mais recente foi dado na véspera, quando o governo anunciou um pacote de estímulos envolvendo mais compras federais e redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6 para 5,5 por cento ao ano.
Para o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima, a redução das contas do BC já foi importante, mas acredita que o crescimento deverá ser menor ainda. "Uma das mensagens mais importantes do documento é a nítida piora no cenário externo", afirmou ele.
Para cortar suas contas sobre a atividade neste ano, o BC considerou o resultado do primeiro trimestre deste ano e passou a calcular que o setor industrial crescerá 1,9 por cento, queda de 1,8 ponto percentual em relação às previsões anteriores. A estimativa de expansão do setor de serviços também foi reduzida, de 3,3 para 2,8 por cento no período, enquanto que a para o setor agropecuário ficou em recuo de 1,5 por cento, queda de 4 pontos percentuais.
O BC também piorou suas projeções sobre o crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), uma medida de investimento, de 5 para 1 por cento neste ano.
No primeiro trimestre deste ano, o PIB avançou apenas 0,2 por cento, ritmo bem inferior ao esperado pelo governo, invalidando a possibilidade de expansão de 4,5 por cento como calculava o Ministério da Fazenda, por exemplo. Dentro de outras alas da equipe econômica, já se fala em uma expansão do PIB perto de 3 por cento neste ano, mas o mercado prevê apenas 2,18 por cento.
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