Aguarde...
ImpostoConfaz regulamenta resolução de ICMS para importados
CriseSuperávit comercial da Argentina cai 38% em abril
EspecialistasBloquear verbas é insuficiente para meta de superávit
BlocoEstatuto do Banco do Brics pode sair em 2014, diz Patriota
ContribuiçãoBrasileiro vai trabalhar até dia 30 para pagar impostos
CortesGoverno reduz contingenciamento para estimular economia
PanificaçãoCade condena cartel de pão no Distrito Federal
ProblemasCrise obriga UE a intensificar luta contra sonegação fiscal
DéficitRombo na conta corrente sobe a 3% do PIB após uma década
LeiCAE aprova projeto para evitar calote de terceirizadas
Mesmo com o aumento da previsão de déficit nominal, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, mantém o discurso otimista
Brasília - O Banco Central (BC) aumentou a previsão para o tamanho do déficit nominal do setor público em 2012. De acordo com cenário divulgado nesta sexta-feira, o ano deve terminar com déficit nominal equivalente a 1,4% do PIB. Em março, a instituição havia previsto 1,2% do PIB. O déficit nominal é gerado porque o esforço fiscal para pagamento de juros, o chamado superávit primário, é insuficiente para pagar toda a conta aos credores da dívida.
Mesmo com o aumento da previsão de déficit nominal, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, mantém o discurso otimista. Ele destacou que a expectativa de terminar o ano com saldo negativo equivalente a 1,4% do PIB, se confirmada, será o menor déficit nominal da série histórica iniciada em 2001.
Ao apresentar os números, Maciel comentou que o déficit nominal registrado no mês passado - de R$ 16,064 bilhões - é o pior resultado para o mês da série histórica iniciada em 2001.
Mesmo com a piora da previsão do BC para o crescimento do PIB em 2012, a estimativa da instituição para o patamar do superávit primário em relação ao PIB neste ano segue inalterada. Segundo Maciel, o correspondente à meta de primário de R$ 139,8 bilhões continua em 3,1% do PIB.
Ao apresentar os números, Maciel afirmou que a nova previsão de PIB mudou o dado "na segunda casa após a vírgula". Por isso, emendou, o número seguiu inalterado em 3,1% do PIB. Maciel ressaltou, contudo, que a meta de primário é em reais e não em proporção do PIB.
Dólar
Maciel disse que a influência da variação do dólar sobre a dívida líquida do setor público cresceu nos últimos 12 meses encerrados em abril, devido ao aumento das reservas internacionais. Em abril do ano passado, último dado disponível, uma alta de 1% no dólar, por exemplo, reduzia a dívida líquida em 0,12 ponto porcentual do PIB. Em abril deste ano, o impacto foi calculado em 0,16 ponto porcentual do PIB.
Como o país é credor em moeda estrangeira, a alta no preço da moeda eleva seus ativos, o que reduz a dívida líquida (diferença entre ativos e passivos). Também houve mudanças na "sensibilidade" da dívida em relação à taxa básica de juros e à inflação, por causa, principalmente, da troca feita pelo Tesouro Nacional das LFTs dos fundos extramercado por outros papéis neste ano.
A redução da inflação em 1 ponto porcentual, por exemplo, contribui para diminuir a relação dívida/PIB em 0,13 ponto porcentual, ante 0,11 ponto de impacto em abril do ano passado. Em relação à taxa Selic, o impacto de uma variação de 1 ponto porcentual para baixo passou de 0,29 ponto porcentual para 0,27 ponto porcentual na mesma base de comparação.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados