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Alta | 30/07/2012 11:49

Banco Mundial oferece ajuda por alta de alimentos

Os preços do trigo subiram mais de 50% e os preços do milho mais de 45% desde meados de junho, com a seca na Rússia, Ucrânia e Cazaquistão

Doug Palmer, da

Wikimedia Commons

Sede do Banco Mundial, em Washington

Sede do Banco Mundial: a seca severa no Meio-Oeste dos EUA tem cortado drasticamente a produtividade das lavouras, lembrando o ano de 2008

Washington - O Banco Mundial disse nesta segunda-feira que está pronto para ajudar governos a responder a uma ampla escalada de preços de grãos que novamente coloca as pessoas mais pobres do mundo em risco e que poderia ter impactos negativos prolongados por anos.

"Não podemos permitir que as altas nos preços dos alimentos a curto prazo causem consequências ruins de longo prazo para os mais pobres e vulneráveis do mundo", disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, em nota.

"O Banco Mundial e nossos parceiros estão monitorando esta situação de perto para podermos ajudar governo a colocar em prática políticas que ajudem as pessoas a lidar com isso", disse Kim, um especialista em saúde pública que encara seu maior desafio nos dois meses em que está no cardo.

A seca severa no Meio-Oeste dos EUA tem cortado drasticamente a produtividade das lavouras, lembrando o ano de 2008, quando uma grande alta nos preços dos alimentos causou protestos em alguns países e levantou questionamentos sobre o uso de grãos para a produção de biocombustíveis.

Os preços do trigo subiram mais de 50 por cento e os preços do milho mais de 45 por cento desde meados de junho, com a seca na Rússia, Ucrânia e Cazaquistão, o clima excessivamente úmido na Europa e um início das chuvas de monção na Índia abaixo da média somando-se às preocupações com a produção global de grãos.

Os preços da soja, essencial para alimentação e para a ração animal, também subiram quase 30 por cento nos últimos dois meses e quase 60 por cento desde o fim do ano passado.

"Quando os preços dos alimentos sobem, famílias reagem tirando as crianças da escola e comendo comidas mais baratas e menos nutritivas, o que pode ter efeitos catastróficos que duram a vida inteira no bem-estar social, físico e mental de milhões de jovens", disse Kim.

Kim disse que o banco tem uma série de programas para ajudar governos caso a situação se agrave.

Este programas incluem aconselhamento em políticas, investimentos em agricultura e áreas relacionada, financiamentos rápidos, produtos de gerenciamento de risco e trabalho em conjunto com a ONU e grupos voluntários privados para ajudar governos a dar respostas mais bem informadas para as altas global dos preços dos alimentos.

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