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O candidato americano explicou que durante sua carreira trabalhou tanto 'dentro como fora das instituições para reformá-las'
Washington - O Banco Mundial (BM) deve anunciar nesta segunda-feira seu novo presidente, que substituirá Robert Zoellick, que não concorreu à reeleição após cinco anos de mandato.
O favorito para assumir o cargo é o economista americano de origem sul-coreana Jim Yong Kim. Esta semana também será marcada pelos encontros do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do BM.
Além de Kim, concorre ao cargo a ministra de Finanças da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala. O economista colombiano José Antonio Ocampo desistiu da disputa.
As direções do FMI e do BM, organismos surgidos após o acordo de Bretton Woods em 1944, foram divididas desde sua criação entre a Europa e os Estados Unidos, por isso Kim é considerado favorito.
Os países emergentes, como os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), reivindicaram uma maior presença nos órgãos de decisão de ambas instituições financeiras.
Mas tudo indica que o candidato americano já conta com apoios suficientes. Numa declaração recente, Jim Yong Kim se definiu como alguém não temeroso de 'desafiar as ortodoxias existentes'.
'Se for eleito, encontrariam em mim alguém capaz de fazer perguntas contundentes sobre o status quo', afirmou perante o diretório executivo do Banco Mundial, segundo nota divulgada pelo Departamento do Tesouro dos EUA
O candidato americano explicou que durante sua carreira trabalhou tanto 'dentro como fora das instituições para reformá-las'.
'Não só administrei grandes instituições, trabalhei para torná-las mais efetivas', disse Kim, que há um mês era presidente de Dartmouth College, uma das universidades mais importantes dos EUA.
Kim dirigiu o programa de luta contra a AIDS dentro da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foi co-fundador de 'Partners in Health', organização sem fins lucrativos que oferece serviços médicos em países como Haiti, Peru, Rússia e Ruanda.
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