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Incentivo | 19/09/2012 17:16

Banco central japonês anuncia novas medidas de estímulo

O BoJ destinará 10 trilhões de ienes (128 bilhões de dólares) adicionais ao programa durante o ano de 2013

Patrice Novotny, da

©AFP / Yoshikazu Tsuno

O dirtor do Banco Central do Japão, Masaaki Shirakawa

O dirtor do Banco Central do Japão, Masaaki Shirakawa: por outra parte, o banco central manteve, como estava previsto, sua principal taxa de juros entre 0,0% e 0,1%

Tóquio - O Comitê de Política Monetária do Banco Central de Japão (BoJ) decidiu nesta quarta-feira ampliar as compras de bônus e obrigações para injetar mais liquidez no sistema financeiro e estimular a economia, derrubada pela desaceleração mundial.

Após as atas das decisões do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) das duas últimas semanas, chegou a vez de o BoJ apresentar suas próprias medidas para estimular a terceira economia do planeta, que não consegue se recuperar.

O BoJ destinará 10 trilhões de ienes (128 bilhões de dólares) adicionais ao programa durante o ano de 2013, o que eleva a 80 trilhões de ienes o valor total para a compra de ativos e injeções no circuito bancário para favorecer a circulação de dinheiro.

Ao mesmo tempo, o BoJ decidiu manter a taxa básica de juros na faixa entre 0,0% e 0,1%.

Com isso, o montante total destinado à compra de ativos e injeções ao circuito interbáncario chega a 80 trilhões de ienes (800 bilhões de euros), para facilitar as condições de circulação do dinheiro e dinamizar a atividade.

"As economias estrangeiras têm desacelerado de forma mais acentuada", disse o governador do BoJ, Masaaki Shirakawa, o que é uma notícia ruim para a terceira economia mundial, cujo crescimento depende em boa parte das exportações.

O BoJ admite ter havido um certo relaxamento dos mercados financeiros sobre os temores quanto ao problema do endividamento europeu, após o anúncio pelo BCE de que comprará ilimitadamente títulos da dívida de curto e médio prazo dos países da Zona Euro em dificuldades. Contudo, o banco enfatiza que a economia mundial continua gerando "grandes incertezas".

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