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Brasília - A atividade da indústria da construção em maio caiu pela sétima vez em um ano, situando-se abaixo do usual para os meses de maio. O dado consta da Sondagem da Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), segundo a qual o indicador do nível de atividade do setor, em maio, ficou em 48,9 potos ante 50,6 pontos em abril.
De acordo com a metodologia da pesquisa da CNI, esse indicador varia de zero a 100, sendo que valores abaixo de 50 indicam queda, ou seja, o índice apurado em maio mostra a "atividade desaquecida". "É uma queda expressiva e acende um sinal amarelo nesse momento do ano. O setor está com a atividade desaquecida", afirmou o economista da CNI Danilo Garcia.
Segundo o documento, o destaque negativo foram as grandes empresas. No mês de abril, apenas as grandes apresentaram atividade acima do usual, com indicador de 52,6 pontos. Em maio, esse índice caiu para 45,8 pontos, tornando-se o menor entre os três portes de empresa.
Com relação à utilização da capacidade de operação (UCO) da construção, a pesquisa mostra uma ligeira redução de 72% em abril para 71% em maio. O indicador mede o volume de recursos, mão de obra e maquinário utilizados pelas empresas. Por porte, as grandes foram as que registraram maior UCO em maio, com 74%, ante 70% das médias e 66% das pequenas.
O indicador que mede o emprego mostrou uma ligeira queda, de 51 pontos em abril para 50,1 pontos em maio. "O último indicador a ter variação para baixo normalmente é o do emprego. O empresário segura o quanto dá antes de demitir, para se certificar de que é realmente a única saída, uma vez que demissões implicam custos elevados", explicou o economista da CNI.
A pesquisa foi realizada no período de 1º a 18 de junho, com 485 empresas, sendo 167 pequenas, 197 médias e 121 grandes.
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