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Ata | 19/07/2012 09:52

Copom repete que fará cortes na Selic com "parcimônia"

O Banco Central indicou, por outro lado, que a demanda interna do Brasil tende a se apresentar robusta

Luciana Otoni e Alonso Soto, da

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Alexandre Tombini, presidente do Banco Central

Tombini: última pesquisa Focus do BC, divulgada na segunda-feira, mostrou que o mercado espera mais um corte de 0,50 por cento na Selic em agosto

Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central voltou a afirmar que futuras reduções na Selic terão de ser feitas com "parcimônia", mesmo com a recuperação econômica ocorrendo de maneira mais lenta.

"Mesmo considerando que a recuperação da atividade vem ocorrendo mais lentamente do que se antecipava, o Copom entende que, dados os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia", trouxe a ata do Copom publicada nesta quinta-feira.

Na semana passada, o Copom reduziu a Selic em 0,50 ponto percentual, levando-a para a nova mínima histórica de 8,0 por cento ao ano. Foi o oitavo corte seguido desde que o BC começou o processo de flexibilização monetária, em agosto passado, para estimular a cambaleante economia brasileira.

No documento desta quinta-feira, o BC informou que a recuperação da atividade econômica doméstica vem acontecendo de forma "bastante gradual", mas que seu cenário principal indica um "ritmo de atividade mais intenso neste semestre".

O BC indicou, por outro lado, que a demanda doméstica tende a se apresentar robusta. "Especialmente o consumo das famílias, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulos, como o crescimento da renda e a expansão moderada do crédito." "A ata de hoje...deixa a porta aberta à possibilidade de mais cortes (na Selic), além de agosto", afirmou o economista-chefe da Raymond James, Mauricio Rosal.

Última pesquisa Focus do BC, divulgada na segunda-feira, mostrou que o mercado espera mais um corte de 0,50 por cento na Selic em agosto, quando o Copom se reúne novamente, o que faria a taxa básica de juros do país encerrar o ano a 7,50 por cento.

Atingida pela crise externa, a atividade não tem mostrado sinais de recuperação, mesmo com os diversos incentivos dados pelo governo. O próprio BC piorou suas projeções para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 3,5 para 2,5 por cento. O mercado é mais pessimista e calcula expansão de apenas 1,9 por cento para 2012.

Para o cenário externo, o BC informou que foram consolidadas as perspectivas de uma "atividade global mais moderada do que se antecipava", mas pouco se alteraram as restrições expostas a economias maduras.

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