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Cristina Kirchner, Dilma Rousseff e José Mujica: Cristina se referiu também à inclusão da Venezuela como membro pleno do bloco e considerou a data como histórica
Brasília - A presidente argentina, Cristina Kirchner, defendeu nesta terça-feira na cúpula extraordinária do Mercosul, em Brasília, "mais segurança e estabilidade financeira" e menos "discursos dúbios" por parte dos países desenvolvidos em relação à crise.
"Pedimos dos países desenvolvidos mais segurança financeira, mais estabilidade financeira para o mundo. Chega de paraísos fiscais, chega de discursos dúbios, é muito importante que reivindiquemos isso", disse Cristina durante a cúpula na qual a Venezuela foi incorporada oficialmente ao bloco.
A chefe de Estado argentina foi a última a discursar em uma declaração à imprensa realizada depois da reunião privada entre os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff; Uruguai, José Mujica, e Venezuela, Hugo Chávez.
"Voltou a ideia da Europa pôr um preço máximo às commodities, como se agora o problema fosse o preço das commodities", questionou Cristina, que lembrou que o Mercosul é um dos maiores produtores de alimentos do mundo.
Nesse sentido, a presidente afirmou: "Dizemos (aos países mais desenvolvidos) que podem ficar tranquilos porque vamos garantir a segurança alimentar".
"O problema da crise não é pela soja ou os grãos, mas pela insegurança financeira gerada por eles, pelos países desenvolvidos, com paraísos fiscais onde estão 400 trilhões de dólares", ressaltou.
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