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O governo da Argentina vai obrigar as unidades locais da Royal Dutch Shell e da Petrobras a aumentar a produção de combustível, informou o ministro de Planejamento do país, Julio De Vido, nesta quarta-feira. Segundo ele, as companhias intencionalmente reduziram a produção de combustível para criar uma falta de oferta que força os preços para cima. "Por causa disso, o Estado vai intervir para assegurar que essas refinarias operem com capacidade máxima", disse De Vido.
O ministro afirmou ainda que o governo vai "regular as exportações de combustível se necessário para garantir que o mercado local seja adequadamente abastecido". O ministro disse que vai compartilhar sua insatisfação sobre a situação com representantes da Embaixada brasileira. Segundo De Vido, a Petrobras está agindo "antieticamente".
Ontem a YPF, unidade local da espanhola Repsol, disse que vai importar 50 milhões de litros de gasolina dos EUA na semana que vem para fazer frente à falta de oferta no mercado local. Um representante da YPF disse que a Petrobras tem produzido cerca de 24% abaixo de sua capacidade. Porta-vozes da Shell e da Petrobras não responderam aos pedidos para comentar o caso.
Em 2005, quando controles mantiveram os preços da gasolina artificialmente baixos, a Shell elevou os preços na bomba, levando o então presidente Nestor Kirchner a pedir que os cidadãos boicotassem os produtos da companhia.
As informações são da Dow Jones
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