Aguarde...
PotênciaBrasil será a 5ª economia do mundo em 2016, diz Lula
ImpostoConfaz regulamenta resolução de ICMS para importados
CriseSuperávit comercial da Argentina cai 38% em abril
EspecialistasBloquear verbas é insuficiente para meta de superávit
BlocoEstatuto do Banco do Brics pode sair em 2014, diz Patriota
ContribuiçãoBrasileiro vai trabalhar até dia 30 para pagar impostos
CortesGoverno reduz contingenciamento para estimular economia
PanificaçãoCade condena cartel de pão no Distrito Federal
ProblemasCrise obriga UE a intensificar luta contra sonegação fiscal
DéficitRombo na conta corrente sobe a 3% do PIB após uma década
Para FGV, há uma sinalização nítida de que os aumentos de preços das matérias-primas brutas agropecuárias estão mais "relativamente espalhados" no atacado
Rio de Janeiro - Produtos agropecuários e alimentos mais caros no atacado e no varejo levaram ao término da deflação na segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que passou de -0,21% para 0,33% de julho para agosto. Segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, há uma sinalização nítida de que os aumentos de preços das matérias-primas brutas agropecuárias, as commodities, estão mais "relativamente espalhados" no atacado. Isso leva a um repasse destas elevações para o setor de alimentação no varejo.
De acordo com Quadros, as matérias-primas agropecuárias saíram de um recuo de 1,51% para um avanço de 1,61% de julho para agosto. Um dos destaques foi o comportamento da soja, produto agrícola de maior peso no cálculo da inflação atacadista e que saiu de uma queda de 2,44% para uma alta de 1,74% no período.
A mudança de trajetória nos preços das matérias-primas brutas agropecuárias puxou para cima os preços dos alimentos processados no atacado, que estavam com desvalorização (de -1,05% para 3,07%).
Quadros lembrou que os alimentos industrializados têm participação importante na formação de preços industriais. "Foi isso que levou ao fim à deflação de produtos industriais no atacado (de -0,07% para 0,14%)", afirmou.
No varejo, o cenário foi suficiente para que os preços dos alimentos caíssem menos (de -0,85% para -0,13%). Isso permitiu o término da deflação percebida pelo consumidor (de -0,11% para 0,08%) de julho para agosto. "Os preços dos alimentos devem parar de cair no varejo, e voltar a subir. Este comportamento vai continuar a pressionar o indicador de varejo em setembro", alertou.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados