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Alan García, presidente do Peru: ''É preciso uma maior abertura, que é o que no final das contas gera crescimento e emprego''
São Paulo - O ex-presidente peruano Alan García disse nesta sexta-feira em São Paulo que a economia do Brasil está momentaneamente limitada devido à restritiva política tarifária nacional e defendeu a abertura comercial para que o país aja como uma ''seleção de Copa do Mundo'' convidada a jogar com atores econômicos como Rússia, China e Índia.
O ex-chefe governante do Peru defendeu, durante um seminário sobre investimentos entre seu país e Brasil, uma política de redução das tarifas, da burocracia e das barreiras não tarifárias que o Brasil impõe ao comércio internacional, medidas, segundo ele, destinadas a uma maior integração com as nações vizinhas.
''É preciso uma maior abertura, que é o que no final das contas gera crescimento e emprego'', disse García na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo ele, o Brasil tem mais integração comercial com a China que com o Peru.
Em sua opinião, todos os países latino-americanos estão atentos ao Brasil, considerado ''um irmão mais velho'', e desejam que seu crescimento acelere para que possam se beneficiar dele.
Para o ex-líder peruano, é necessário agilizar o processo de integração comercial, pois, em sua visão, há uma barreira que não está sendo superada nas relações econômicas com o Brasil.
García afirmou que ''o mundo de hoje exige tarifas planos'' e que os países que praticam impostos elevados à importação começam a se isolar.
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