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Transportes | 15/08/2012 22:05

Agronegócio pede rapidez no pacote para Centro-Oeste

Agricultores cobraram agilidade na implementação das obras do plano de investimentos em rodovias e ferrovias

Ricardo Teles/Pulsar Imagens

Fazenda de soja em Mato Grosso

Fazenda de soja em Mato Grosso: atualmente, segundo dados do setor privado, mais da metade da soja exportada pelo Brasil segue até os portos por caminhões

São Paulo - Agricultores do Centro-Oeste, a principal região produtora do Brasil e uma das que mais sofrem com a infraestrutura deficitária, avaliaram que o pacote do governo desta quarta-feira finalmente coloca a logística como estratégica para o desenvolvimento do país, mas cobraram agilidade na implementação das obras.

"Estamos esgotados de ouvir planos. Quero é ver as obras. Não adianta dizer que tem plano de 133 bilhões de reais para três décadas", disse Carlos Fávaro, presidente da associação que reúne produtores da soja de Mato Grosso (Aprosoja), estado que respondeu por cerca de um terço da produção da oleaginosa do Brasil na última safra.

O plano anunciado pelo governo federal prevê investimentos totais de 133 bilhões de reais em rodovias e ferrovias ao longo dos próximos 25 anos, e pode ser fundamental para o Brasil ampliar sua participação na agricultura global, que hoje já é de destaque, mas muito aquém do potencial.

Ferrovias com custos competitivos e sem monopólio, como quer o governo, poderiam aumentar expressivamente a competitividade de uma região que tem grande peso no agronegócio brasileiro. Mas outras áreas do país também seriam beneficiadas.

Atualmente, segundo dados do setor privado, mais da metade da soja exportada pelo Brasil segue até os portos por caminhões, que dificilmente deixam de enfrentar estradas esburacadas, especialmente no Centro-Oeste, o que eleva os custos.

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