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"Os economistas não são pitonisas", diz presidente da Ordem dos Economistas do Brasil
São Paulo – Há exatos 60 anos, a profissão de economista era regulamentada no Brasil. Desde então, sempre no dia 13 de agosto, é comemorado o Dia do Economista.
A celebração deste ano, assim como aconteceu em vários anos, se dará em meio a turbulências no exterior e dúvidas sobre os impactos no Brasil. É principalmente em tempos de crise que a opinião desse profissional é muito ouvida.
É comum ver economistas sendo criticados por erros em suas estimativas, como se a Economia tivesse a obrigação – em alguns casos, talvez transmita uma equivocada pretensão – de ser precisa como a Engenharia.
Embora tenha o auxílio de instrumentos matemáticos, estatísticos e econométricos na elaboração de cenários e projeções, a Economia é uma ciência da área de Humanas e lida com o comportamento imprevisível das pessoas.
Neste Dia do Economista, EXAME.com entrevista o presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, Manuel Enriquez Garcia, 69 anos, que acaba de assumir o comando da entidade mais antiga da categoria, criada em janeiro de 1935 nas salas de aula da Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo.
Garcia, que é professor da Universidade de São Paulo, fala sobre a difícil missão dos economistas em tempos de crise e como eles deveriam agir quando as projeções precisam ser alteradas.
EXAME.com – Qual é o papel dos economistas em tempos de crise?
Manuel Enriquez Garcia – Imaginando que estamos todos dentro de um navio, um bom economista teria um lugar nobre, lá no mastro, de onde ele poderia enxergar mais longe e, com senso crítico e de justiça, apontar para a sociedade os melhores caminhos que deveriam ser seguidos. Esse é o nosso papel.
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