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A atual situação fiscal – ruim – da Europa demanda redução de déficits e estabilização da dívida dos países em relação ao PIB, segundo Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES. “Mas quem conhece um pouco de situações similares, sabe que esse ajuste é condição necessária, mas não é suficiente”, afirmou.
A ideia que prevaleceu desde o começo da crise – de que se não houvesse uma prioridade ao ajuste fiscal, países como Grécia e Itália e outros que tem déficits muito grandes não tomariam as medidas necessária – vem mostrando uma nova face, segundo Mendonça de Barros.
“Agora está se vendo outro lado da moeda: que a austeridade sozinha leva a recessão, que acaba fazendo com que o ajuste fiscal seja muito mais difícil porque o PIB cai na mesma proporção que caem os gastos do governo”, explicou.
O discurso europeu está mudando, segundo o economista, e caminha para a defesa de reformas, com um certo alívio para os países que estão com mais problemas.
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