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E se a Eurozona entrar em colapso? Economistas sugerem possíveis saídas
São Paulo – Em busca de uma solução para a crise que aflige a zona do euro, chefes de estado vêm se reunindo e discutindo o problema à exaustão nos últimos meses. O economista que propuser uma alternativa viável pode levar 250 mil libras (mais de 700 mil reais) para casa.
Este é o prêmio oferecido ao vencedor do Wolfson Economics Prize, que desafia os economistas mais brilhantes do mundo a traçarem um plano para que um ou mais países deixem a zona do euro sem que o caos se estabeleça.
Não por acaso, os organizadores do concurso são britânicos – a Inglaterra sempre foi um dos países mais céticos em relação ao bloco, tendo optado por manter sua moeda em vez de abraçar o euro.
Ao todo, 425 propostas foram enviadas (inclusive uma de um jovem de apenas 11 anos de idade). O vencedor será conhecido em 5 de julho.
Veja, a seguir, as propostas dos cinco finalistas, anunciados ontem:
Roger Bootle: “abracem a desvalorização”
Roger Bootle, da Capital Economics, acredita que os problemas técnicos derivados da troca de moeda podem ser solucionados. Para ele, os países em dificuldade devem abraçar a desvalorização da moeda. “É parte da solução, não do problema”, argumenta. Segundo a proposta, esses países precisam se tornar mais competitivos e a única maneira de fazer isso sem causar um desastre ou recorrer ao calote é deixando a zona do euro.
Jonathan Tepper: “o calote é a saída”
A proposta de Jonathan Tepper, da Variant Perception, se baseia em exemplos anteriores de colapsos de moedas em países como Tchecoslováquia , Paquistão, Bangladesh e Índia. Seu argumento é de que os colapsos podem ser superados no longo prazo. “Quando os gregos, portugueses ou espanhóis deixarem a zona do euro, suas moedas valerão menos e isso cria um problema”, diz. Para Tepper, esses países vão ter que dar o calote e o euro vai se tornar mais competitivo via desvalorização.
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