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São Paulo - Na última semana, o Copom reduziu a Selic, a taxa básica de juros, em 0,5 ponto percentual, para 7,50%. O corte já era esperado pelo mercado, que aguardava o comentário após o encontro e na ata do Comitê, divulgada hoje, para tentar identificar sinais de como será a atuação do Comitê na próxima reunião, em outubro.
“A ata está em linha com o que o BC havia sinalizado na semana passada com o comunicado, que está próximo o fim corte de juros e vai depender do cenário”, disse Silvio Campos Neto, analista da área de macroeconomia da Tendências.
Confira cinco pontos da ata que explicam a decisão do BC e sinalizam os próximos passos:
1. Parcimônia
O Comitê falou novamente em parcimônia. A ata informa que “se o cenário prospectivo vier a comportar um ajuste adicional nas condições monetárias, esse movimento deverá ser conduzido com máxima parcimônia”.
Para Rogério Mori, da FGV, esses “movimentos com parcimônia” podem sinalizar o fim do ciclo de cortes. Nesse aspecto não há consenso. A agência classificadora de risco Austin Rating, por exemplo, manteve sua expectativa de corte de 0,25 p.p. na próxima reunião, encerrando o ciclo de queda na taxa Selic em 7,25% ao ano.
Para Campos Neto, parece que o BC ainda está propenso a um último corte de 0,25%. “Se isso acontecer, confirma essa preocupação que todos tem de que a política monetária é usada para vários objetivos além de manter a inflação na meta”, disse.
2. Inflação
Para o Copom, a inflação tende a se deslocar na direção da trajetória de metas, de forma não linear. Essa grande demonstração de confiança na convergência da inflação à meta de 4,5% chama a atenção, segundo Campos Neto.
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