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São Paulo – Números animadores de crescimento mais forte no PIB e aumento acima do previsto na geração de empregos elevaram o otimismo em relação à economia americana neste início de ano.
Mas o analista Zach Pandl, do Goldman Sachs, alertou em uma nota aos investidores que há pelo menos três motivos para maneirar no entusiasmo:
“Primeiro, as condições financeiras podem não ser tão simples quanto o nosso GSFCI [Goldman Sachs Financial Conditions Index] sugere. A última edição do Senior Loan Officer Survey do Federal Reserve, por exemplo, mostrou um endurecimento nos padrões para empréstimos comerciais e industriais”, escreveu.
“Além disso, a crise financeira europeia ainda pode respingar nos empréstimos dos Estados Unidos em um nível mais profundo. Esses aspectos de condições de crédito não são captados no GSFCI”, acrescentou o analista.
“Em segundo lugar, o preço de gasolina vem subindo, especialmente quando reajustado pela sazonalidade. Como vimos no ano passado, a economia americana continua sensível a choques nos preços de energia”, disse Pandl.
“Por fim, problemas de ajuste sazonal e um clima exageradamente quente podem ter dado um impulso aos últimos dados, e estes efeitos devem enfraquecer nos próximos meses”, alertou o analista.
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