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Protesto na Grécia: crise na Europa é um dos principais riscos que o mundo corre atualmente
São Paulo – Quem não está preocupado com questões que surgem longe de seu país, deveria. Alastair Newton, analista político do banco Nomura, publicou uma atualização de seu relatório sobre riscos políticos e econômicos presentes no mundo. O documento tem um nome bem sugestivo: “Questões que me deixam acordado à noite”. E não é para menos.
No relatório, são apontados acontecimentos que vão do risco de guerras até as tensões econômicas pelas quais passam a União Europeia.
Alguns desses riscos também já haviam sido destacados em um relatório do Citi, que tinha um foco muito mais nas questões políticas. No estudo do Nomura, estão representados também riscos econômicos, que foram apontados por ordem de “gravidade”. Confira:
1º) Os (vários) riscos na União Europeia
A situação econômica nos países da Europa continua delicada. Newton destaca que setembro será um mês decisivo para a região, com uma série de datas importantes para definir o destino do grupo e do euro. Na semana que vem, por exemplo, a Corte Constitucional da Alemanha decidirá se o fundo de resgate financeiro pode ser ativado. Apesar dos esforços em setembro, o analista político acredita que a região continuará sendo “problemática” pelo menos até o final deste ano.
Dentro dessa questão, o analista aponta outros riscos. Claro que a Grécia continua “tirando o sono” de Newton, mas Espanha e Itália dão cada vez mais motivos para preocupação. Na opinião do analista, esses países estão prestes a receber mais ajuda externa por meio da venda de títulos da dívida interna. Isso dependeria de algumas mudanças que os países precisariam promover para ter sucesso nesse mercado. Além disso, espanhóis e italianos passam por um momento delicado na economia e têm que lidar com outras questões complicadas nos países.
Outra questão importante na União Europeia é a permanência ou não do Reino Unido no bloco. A região não adota o euro, mas faz parte do grupo. Existe a expectativa de que o Reino Unido promova um referendo para que a população diga se quer continuar ou não na União Europeia. A economia em ebulição pode acelerar esse processo, segundo o analista do Nomura.
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