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Queda na venda de cuecas reflete crise nos Estados Unidos
São Paulo - O índice Big Mac, divulgado pela revista Economist, tornou-se famoso por eleger o Brasil como o país com o lanche mais caro do mundo. Mas seu real propósito é mapear a valorização (ou desvalorização) de diversas moedas em relação ao dólar.
Comparando o preço do Big Mac em diversas economias convertido em dólar com o valor do lanche nos Estados Unidos, é possível ver o quanto cada moeda “vale“ em relação à moeda americana. O real, por exemplo, tem uma valorização de 35% sobre o dólar, segundo a última edição do índice, publicada em janeiro. Já a rúpia, moeda indiana, vale 62% a menos.
Apesar de ser o mais conhecido entre o público brasileiro, o índice Big Mac não é o único indicador bizarro utilizado para identificar tendências e fenômenos da economia.
Veja, a seguir, outros nove exemplos inusitados.
Assaduras de bebês
A Symphony IRI utiliza as assaduras de bebês como critério para ver se a economia vai bem. A lógica por trás do indicador é que, em tempos de recessão, os pais cortam custos trocando menos vezes ao dia as fraldas dos bebês.
De acordo com a última medição, feita em agosto do ano passado, a venda de fraldas nos Estados Unidos havia caído 9% ano a ano. Em contrapartida, o volume de vendas de pomadas para assaduras cresceu 2,8%, apesar do número de bebês com menos de dois anos de idade vivendo no país ter caído 3%.
Cuecas escassas
Quando a situação aperta, onde cortar gastos? Segundo a empresa de pesquisas Mintel, nas roupas de baixo.
A consultoria criou um indicador peculiar para avaliar a crise: o número de cuecas adquiridas pelos americanos nos últimos anos. Dados coletados pela empresa mostram que a venda de roupas de baixo masculinas caiu 2,3% em 2009, a primeira queda no índice desde 2003.
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