São Paulo - Um em cada cinco americanos, ou cerca de 45 milhões de pessoas, já trabalharam na chamada "economia colaborativa" ou "do compartilhamento".

Já o número de pessoas que usaram algum tipo de serviço dela no país fica em 86,5 milhões, ou 42% da população adulta.

Os dados são de uma pesquisa feita em conjunto pela empresa de relações públicas Burson-Marsteller com o Aspen Institute Future of Work Initiative, a revista TIME e a firma de pesquisa Penn Schoen Berland

3 mil americanos representativos da população foram entrevistados e a definição para economia colaborativa incluiu cinco serviços: troca de "caronas", troca de acomodações, serviços de atendimento, aluguel de curto prazo de carro e entrega de comida ou outros bens.

51% daqueles que ofereceram serviços dizem que sua situação financeira melhorou no último ano, contra 34% entre a população em geral. 

55% dos trabalhadores são de minorias étnicas e raciais, contra 34% na população, e 51% estão abaixo dos 35 anos, contra 31% nos EUA como um todo.

Ainda entre os trabalhadores, 71% dizem que tiveram uma boa experiência, mas 72% acreditam que deveriam receber mais benefícios.

Há uma divisão próxima entre aqueles que preferem mais flexibilidade com menos benefícios (43%) ou o contrário (41%), e um pouco mais ampla entre aqueles que pedem menos regulação desse tipo de serviço (49%) contra aqueles que pedem mais (40%).

Já os usuários estão ainda mais satisfeitos com a economia colaborativa: 75% classificaram sua experiência com ela como positiva e só 1% como negativa, e 80% dizem que economizaram dinheiro.

As empresas da economia colaborativa, como Uber e Airbnb, tiveram um crescimento explosivo em usuários e valor de mercado nos últimos anos, mas são amplamente criticadas por suas práticas trabalhistas, tributárias e de privacidade. 

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