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O arcebispo Carlo Maria Viganò enviou as denúncias ao papa Bento XVI
Cidade do Vaticano - A Presidência do Governorado da Cidade do Vaticano declarou neste sábado que as denúncias sobre 'corrupção e má gestão' na administração vaticana contidas nas mensagens que o arcebispo Carlo Maria Viganò enviou ao papa Bento XVI são fruto de 'avaliações incorretas'.
A Presidência do Governorado da Cidade do Vaticano - o governo que administra o Estado - deu esta declaração por meio de uma nota divulgada neste sábado.
'Após um atento exame do conteúdo das duas mensagens, a Presidência do Governorado considera seu dever declarar publicamente que as afirmações que são feitas nelas são fruto de avaliações incorretas, ou se baseiam em temores não apoiados por provas, mas amplamente negados pelas principais personalidades convocadas como testemunhas', disse o Governorado.
A existência das mensagens escritas ao papa por Viganò, atual núncio da Santa Sé nos Estados Unidos e ex-secretário-geral do Governorado, veio à tona no final de janeiro.
Os jornais 'Corriere della Sera' e 'Libero Quotidiano' publicaram trechos das cartas, cujo conteúdo também foi divulgado pelo apresentador do programa 'Gli Intoccabili', do canal de televisão privado 'A7', Gianluigi Nuzzi.
Segundo Nuzzi, o arcebispo italiano, de 70 anos, enviou uma carta a Bento XVI em 27 de março de 2011, na qual se lamentava pelas 'corrupções e privilégios' que tinha visto após assumir o cargo de secretário-geral do Governorado em julho de 2009.
Em outra carta, segundo o 'Corriere della Sera', Viganò escreveu: 'Jamais teria pensado em me encontrar diante de uma situação tão desastrosa', que apesar de ser 'inimaginável, era conhecida por toda a Cúria'.
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