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No caso das áreas urbanas da América Latina, a porcentagem de mulheres sem renda própria, ou seja, sem nenhum tipo de salário, subsídio ou pensão, está em 31,6%, enquanto a proporção de homens chega a somente 10,6%
Santiago - Três em cada dez mulheres da América Latina não recebem nenhum tipo de renda, o que significa que dependem de outras pessoas para subsistir, enquanto apenas um em cada dez homens se encontra nessa mesma situação, revelou nesta segunda-feira a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
A informação foi divulgada por Alicia Bárcena, secretária executiva da Cepal, cuja sede em Santiago recebe desta segunda até a quarta-feira a 46ª Reunião da Mesa Diretiva da Conferência Regional Sobre a Mulher, um órgão subsidiário da comissão.
A reunião dá sequência ao denominado "Consenso de Brasília", que foi adotado em julho de 2010 na capital federal e considera oito grandes desafios para a ação, entre elas conquistar uma maior autonomia econômica para as mulheres.
A dependência econômica feminina "é pior em caso de separações ou de viuvez", destacou Alicia diante de ministras e autoridades de organismos vinculados à igualdade de 19 países da América Latina e do Caribe.
No caso das áreas urbanas da América Latina, a porcentagem de mulheres sem renda própria, ou seja, sem nenhum tipo de salário, subsídio ou pensão, está em 31,6%, enquanto a proporção de homens chega a somente 10,6%.
Por outro lado, nas zonas rurais o índice sobe para 43,9%, em comparação aos 13,6% dos homens, segundo dados de 2008 divulgados no relatório anual de 2011 do Observatório de Igualdade e Gênero da região, que foi entregue durante o encontro.
Entre os dados positivos está a alta da taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho desde 1990, o que está relacionado com uma diminuição da porcentagem de mulheres sem renda própria, que nas estatísticas são classificadas como inativas.
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