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Escândalo | 01/06/2011 14:18

Strauss-Kahn e a farra dos milhões

Gastos do ex-diretor do FMI com advogados, relações públicas, detetives e segurança dispararam depois que ele foi acusado de abuso sexual de uma camareira

Sebastian Smith, da
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Getty Images

Dominique Strauss-Kahn e seu advogado durante julgamento em Nova York

Dominique Strauss-Kahn e o advogado Benjamin Brafman: US$ 1mil por hora

Nova York - Reunido em seu apartamento alugado por 50.000 dólares ao mês com o advogado que cobra pelo menos 1.500 dólares a hora, Dominique Strauss-Kahn - o agora ex-diretor do Fundo Monetário Internciaonal (FMI) que é acusado de abuso sexual - transformou sua defesa em um verdadeiro desperdício de dinheiro.

Ao lado da sua multimilionária esposa, Anne Sinclair, o político francês espera dispor de dinheiro suficiente para conseguir bancar os custos de um processo que lhe consumirá centenas de milhares de dólares.

"Quando não se tem problemas com dinheiro, pode-se 'comprar' justiça. Não apenas pagando bons profissionais, mas também recorrendo a todo tipo de manobras judiciais", disse à AFP o advogado Todd Henry, do escritório The Henry Law Firm, localizado na Filadélfia.

O renomado advogado Benjamin Brafman foi quem assumiu a defesa de Straussa-Kahn, acusado de abusar sexualmente de uma camareira de um hotel em Nova York, em 14 de maio.

Entre outras personalidades, Brafman já defendeu Michael Jackson quando ele foi acusado de molestar meninos.

Ainda que não falem em valores precisos, experientes advogados consultados pela AFP disseram que os profissionais mais renomados dos Estados Unidos cobram entre 500 a mil dólares a hora. Brafman cobraria uma das cifras mais altas nesta escala.

Como bem disse Henry, Strauss-Kahn deverá decidir "qual é o preço de sua liberdade".

Se somarmos aos honorários de Brafman os recebidos por outro advogado, Wllian Taylor, e os valores pagos aos detetives particulares da Guidepost Solutions - uma empresa dirigida por um ex-promotor público - a dívida de Stauss-Kahn chegará às nuvens.

A contratação da Guidepost não foi confirmada, mas de acordo com empresas do setor, a empresa com sede em Nova York seria a responsável por lançar uma campanha direta contra a mulher que acusa o político francês. Ela seria uma imigrante africana de 32 anos que limpava o quarto do então diretor do FMI no luxuoso hotel Sofitel, em Nova York.

Os honorários de reconhecidos detetives são menores que dos advogados, sendo provável que Strauss-Kahn e sua esposa paguem à Guidepost algo em torno de 2.000 dólares.

Enquanto isso, o ex-diretor do FMI se encontra em prisão domiciliar - após pagar uma fiança de um milhão de dólares em dinheiro - em sua casa em Manhattan, alugada por um valor que chega a 50.000 dólares por mês.

A residência de quatro quartos, com banheira de hidromassagem e terraço, está localizada em TriBeCa, um dos bairros mais caros de Nova York. Em segurança (guardas 24 horas e sistema GPS de vigilância por vídeo), o francês deve gastar em torno de 200 mil dólares, de acordo com procuradores.

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