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Damasco/Cairo - O regime sírio considera que é vítima de uma injusta campanha internacional lançada por países árabes e ocidentais, os quais acusou neste sábado de serem cúmplices dos autores do duplo atentado de Aleppo, que na sexta-feira matou 28 pessoas.
A mensagem está na carta divulgada pela agência de notícias oficial síria 'Sana' destinada ao secretário-geral da ONU e aos responsáveis da Liga Árabe, do Conselho de Direitos Humanos da ONU e da Organização de Cooperação Islâmica.
No documento, o Ministério das Relações Exteriores sírio denuncia que o crime foi cometido por 'pessoas apoiadas por nações árabes e ocidentais', mas não citou nomes, como o objetivo de abalar a segurança do país e da população.
Na sexta-feira, 28 pessoas morreram e 235 ficaram feridas no duplo atentado com carros-bombas contra duas sedes da Agência de Inteligência da Polícia Militar e das tropas de choque de Aleppo, a segunda cidade da Síria.
Imediatamente depois, o regime acusou 'grupos terroristas' pela agressão. O mesmo fez o Exército Livre Sírio (ELS), formado por militares desertores, que culpou as autoridades pelas explosões, embora tenha assumido a responsabilidade do ataque com armas leves prévio às explosões.
O Ministério das Relações Exteriores sírio acusa 'estados da região de liderar uma campanha de mobilização regional e internacional contra a Síria com argumentos humanitários. Como defende o Governo sírio, esses países abrigam grupos terroristas armados que matam inocentes para alcançar suas metas destrutivas'.
Diante disso, 'como a Síria se sente no direito de proteger seus cidadãos e combater o terrorismo e a violência, faz um chamado ao Conselho de Segurança da ONU para assumir suas responsabilidades na luta contra o terrorismo e na aplicação das resoluções emitidas a este respeito'.
Além disso, o Ministério pede na mensagem 'aos responsáveis por proteger, apoiar, financiar e armar esses grupos terroristas que extraditem esses delinquentes'.
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