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Além da revisão da cesta, está em curso ainda uma discussão sobre um novo papel que o SDR deveria desempenhar
São Paulo - O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai divulgar até o final deste mês os critérios para a inclusão de novas moedas na cesta que compõe os Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês), antecipou uma alta fonte do fundo à Agência Estado. Esse é o primeiro passo para que moedas de países como o Brasil e a China façam parte da cesta do SDR, hoje privilégio apenas de Estados Unidos, Japão, zona do euro e Reino Unido.
"Existe já há algum tempo uma expectativa de que a cesta precisa ser ampliada em algum momento, e as moedas de países emergentes seriam as candidatas mais lógicas a serem incluídas na nova cesta", disse a fonte. "A publicação dos critérios não visa a descartar ou automaticamente incluir essa ou aquela moeda, mas esclarecer os requisitos que uma moeda terá de atender para a sua inclusão."
O SDR é o ativo de reserva internacional emitido pelo FMI e que foi criado em 1969 para suplementar as reservas oficiais dos países membros e cujo valor reflete uma cesta de moedas composta hoje apenas pelo dólar americano, o iene, a libra esterlina e o euro. Na prática, o SDR é a moeda do FMI. Na cotação de ontem, cada SDR correspondia a US$ 1,56757.
Com a participação cada vez maior de países emergentes no crescimento da economia mundial, como a China e o Brasil, vem aumentando a pressão para que a cesta do SDR seja ampliada e seu valor reflita também a variação de moedas como o yuan chinês e o real brasileiro.
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