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Israel | 18/01/2012 18:35

ONU alerta para aumento da violência em assentamentos

Valerie Amos, da ONU, informou aos 15 países-membros do órgão sobre a situação humanitária que atinge os palestinos na Cisjordânia

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Abbas Momani/AFP

Palestinos mortadores de Deir Qadis, na Cisjordânia, protestam contra assentamento judeu em 29 de junho

Palestinos mortadores de Deir Qadis, na Cisjordânia

Nações Unidas - A responsável do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) da ONU, Valerie Amos, advertiu nesta quarta-feira ao Conselho de Segurança da organização sobre o 'elevado aumento' da violência nos assentamentos israelenses nos territórios palestinos e lembrou a ilegalidade dessas atividades na perspectiva do organismo.

'Alertei particularmente sobre os altos níveis de violência registrados nos assentamentos. Percebemos um aumento dessa violência que impacta principalmente sobre os palestinos', disse Amos após se reunir com o Conselho de Segurança, num encontro que inicialmente teve a oposição dos Estados Unidos.

Ela informou aos 15 países-membros do órgão sobre a situação humanitária que atinge os palestinos na Cisjordânia devido aos assentamentos israelenses e também na Faixa de Gaza, como tinham pedido os diplomatas palestinos na ONU.

Amos expressou sua 'preocupação' com a situação político-social em Jerusalém Oriental, onde, em sua opinião, os planos para erguer um novo assentamento isolaria a cidade da Cisjordânia. Ela advertiu ainda para as consequências humanitárias e econômicas das atividades israelenses sobre os palestinos.

'Me preocupa a falta de desenvolvimento econômico na Cisjordânia, mas também seu impacto no acesso dos civis a serviços básicos, como escolas e hospitais', ressaltou Amos, que também disse ter informado ao Conselho sobre as consequências humanitárias do bloqueio israelense à Faixa de Gaza.

Foram breves as declarações da subsecretária geral para Assuntos Humanitários à imprensa sobre o conteúdo da reunião com o Conselho de Segurança realizada a portas fechadas. Ela preferiu não dar muitos detalhes sobre suas preocupações ou sobre qual foi a reação dos 15 membros do órgão perante suas advertências.

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