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Monti também assumiu a pasta de Economia no novo governo
Roma - O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, enfrenta uma semana decisiva em que vai finalizar os planos fiscal e previdenciário para melhorar as finanças italianas, enquanto os mercados empurram a terceira economia da zona do euro para uma crise da dívida que pode atingir todo o bloco.
A expectativa é que Monti divulgue as suas medidas no dia 5 de dezembro. Elas podem incluir uma taxa sobre moradia e aumento dos impostos sobre vendas. A pressão dos mercados, porém, podem levá-lo a antecipar os anúncios.
Os custos para empréstimos já retornaram aos níveis perigosos que resultaram na queda do governo conservador do ex-premiê Silvio Berlusconi. Os rendimentos dos títulos de dez anos encerraram a semana passada a mais de 7,3 por cento.
Essa taxa se assemelha àquelas que forçaram Grécia, Irlanda e Portugal a buscar socorro internacional. Um leilão nesta terça-feira de 8 bilhões de euros em títulos de dez anos será um teste crucial.
Na sexta-feira, a Itália pagou um rendimento de 6,5 por cento para vender novos papeis de seis meses, uma taxa que analistas dizem que por muito tempo tornaria o déficit público incontrolável.
Segunda maior potência industrial da Europa, a Itália seria muito grande para que os atuais mecanismos de socorro tenham efeito. Um calote da sua dívida em euros de 1,8 trilhão poderia destruir a moeda.
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