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Bloco | 21/12/2011 09:59

Mercosul: Equador pede ingresso e Venezuela aguarda decisão

O grupo de trabalho deverá apresentar ao Conselho Mercado Comum do Mercosul os resultados de suas análises no prazo de 180 dias

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Daniel Caselli/AFP

Dilma Rousseff é recebida pelo presidente uruguaio, José Mujica, em Montevidéu

Dilma Rousseff é recebida pelo presidente uruguaio, José Mujica, em Montevidéu: a presidente brasileira pediu "um esforço maior" para a incorporação da Venezuela

Montevidéu - Os presidentes do Mercosul receberam nesta terça-feira o pedido formal de ingresso do Equador no Bloco, durante a Cúpula de Montevidéu, enquanto a Venezuela aguarda uma fórmula para permitir sua adesão, bloqueada pelo Parlamento paraguaio.

O presidente uruguaio, José Mujica, que entregou a presidência do bloco à argentina Cristina Kirchner, anunciou a criação de um grupo de trabalho para definir as etapas que Quito deve cumprir visando seu pleno ingresso no Mercosul.

Este grupo de trabalho deverá apresentar ao Conselho Mercado Comum do Mercosul os resultados de suas análises no prazo de 180 dias.

O caso da Venezuela permanece parado, após fracassar a proposta uruguaia para uma "fórmula jurídica" visando superar o impasse no Parlamento paraguaio, que se nega a ratificar o ingresso de Caracas no Bloco.

A presidente Dilma Rousseff pediu "um esforço maior" para a incorporação da Venezuela, firmada em 2006 em nível presidencial, mas bloqueada pelo Paraguai, cujo Parlamento é dominado pela oposição ao presidente Fernando Lugo.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disparou contra os que impedem o ingresso de seu país no Bloco: "não sei se estão conscientes do dano que fazem não apenas à Venezuela, mas a todos, incluindo ao povo paraguaio".

Lugo, que apoia o ingresso da Venezuela, insistiu no respeito às instituições e no diálogo com o Congresso para superar as "dificuldades conjunturais" atuais.

Os mandatários anunciaram a criação de um "Grupo de Diálogo de Alto Nível para promover a incorporação de novos membros plenos ao bloco regional", assegurando que isto constitui "um passo fundamental para a consolidação do Mercosul e para o fortalecimento do processo de integração da América do Sul".

"Incorporemos ao Mercosul mais países da América do Sul do porte e da importância da Venezuela", destacou Dilma Rousseff, afirmando que "este processo de ampliação só nos fortalece".

"Este processo não deve ser bloqueado por interesses menores", acrescentou a presidente do Brasil.

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