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Fabricadas pela PIP, as próteses eram comercializadas pela empresa Rofil, com a marca "M-Implants"
Haia, Holanda - As autoridades sanitárias holandesas aconselharam nesta quarta-feira a extração dos implantes mamários da empresa francesa Poly Implant Prothèse (PIP) devido à "incerteza" criada pela revelação de defeitos na imprensa.
"Mesmo que não seja detectada nenhuma fissura, é aconselhada a retirada destas próteses", indicaram em um comunicado conjunto as autoridades sanitária (IGZ) e a associação holandesa de cirurgia plástica (NVPC).
"Diante da incerteza provocada por diferentes publicações na imprensa", o IGZ e a NVPC optaram por recomendar esta extração.
Fabricadas pela PIP, as próteses eram comercializadas pela empresa Rofil, com a marca "M-Implants".
A Holanda já havia proibido o uso de próteses PIP em 2010 e aconselhado as mulheres que as implantaram a consultarem seu médico.
Já as autoridades brasileiras cancelaram nesta quarta-feira o registro das próteses mamárias da Rofil, a segunda proibida no país depois da francesa PIP, acusada de utilizar material de baixa qualidade.
A fabricação das próteses Rofil foi terceirizada para a empresa PIP, "que admitiu ter utilizado silicone industrial", de qualidade inferior à médica, informou em um comunicado a autoridade sanitária brasileira.
As próteses Rofil obtiveram seu primeiro registro no Brasil em setembro de 2001, em nome de diferentes empresas importadoras.
As autoridades francesas recomendaram em dezembro que todas as pacientes com implantes mamários da marca PIP os retirassem, o que gerou um alerta em todo o mundo, já que este fabricante francês foi acusado de utilizar um silicone de baixa qualidade, com mais chances de se romper.
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