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Midem | 31/01/2012 13:00

Feira musical tem aumento de público depois de 5 anos

Indústria fonográfica está otimista e espera que aumento no número de visitantes na feira francesa mostre que o setor está se recuperando

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Divulgação/Flickr

Sede da feira musical Midem, em Cannes na França

A sede do Midem em 2011: crescimento de 13% no público este ano

Cannes, França - O encontro do Mercado Internacional do Disco e da Edição Musical (MIDEM), realizado anualmente em Cannes, fecha suas portas nesta terça-feira com um saldo positivo: a edição de 2012 registrou um aumento no número de visitantes após cinco anos em baixa.

Concretamente, a tradicional feira musical registrou uma ascensão de 13%, marca que foi anunciada nesta terça-feira pelo novo diretor da Midem, Bruno Crolot, que detalhou que o encontro de 2012 contou com a participação de mais de 6.900 especialistas credenciados, vindos de 75 países diferentes.

Em declarações à Agência Efe, Crolot, que substituiu Dominique Lagern neste ano, indicou que ainda é cedo para afirmar que a indústria musical superou seu pior momento. No entanto, ele faz questão de ressaltar que já observa indícios 'suficientes' para 'voltar a ficar otimista em relação ao futuro'.

Um recente relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), por exemplo, pode comprovar essa possível recuperação. Isso porque, segundo a IFPI, a música digital faturou US$ 5 bilhões em 2011, 8% a mais que em 2010.

'Estes dados mostram que existe um realinhamento da indústria, já que parece que os piores anos ficaram para trás', acrescentou o novo diretor da Midem.

Segundo Crolot, este novo ânimo da indústria musical passa pela transformação das grandes gravadoras, que devem incorporar 'novas práticas e tecnologias'. No entanto, o novo diretor da feira, que no último ano trabalhava para Sony Music Entertainment, se mostrou convencido de que estas não vão desaparecer.

'Definitivamente, isso não vai acontecer. São fundamentais para que os artistas aproveitem ao máximo suas possibilidades e sigam produzindo fantásticos discos. Cada vez mais vemos artistas que decidem tomar as rédeas de suas carreiras, mas também vemos que muitos outros não seguem essa via', explicou.

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