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EUA | 06/09/2011 15:55

Exposição de bancos é 'administrável', diz Bernanke

Bernanke disse que o banco central dos EUA está monitorando de perto as eventuais vulnerabilidades das maiores instituições financeiras dos EUA

Regina Cardeal, da
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Mark Wilson/Getty Images

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke

O presidente do banco central americano afirmou que o crescimento deve ser acelerado, mas permanecer lento nos próximos trimestres

Washington - A exposição líquida dos bancos dos Estados Unidos à Grécia, Irlanda e Portugal é "administrável", mas um default (moratória) de um pequeno país europeu pode afetar negativamente uma série de mercados e companhias financeiras, disse o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, em carta datada de 14 de julho passada.

Em carta ao senador republicano Bob Corker, à qual a reportagem teve acesso, Bernanke disse que o banco central dos EUA está monitorando de perto as eventuais vulnerabilidades das maiores instituições financeiras dos EUA aos acontecimentos na Europa.

"Em geral, as exposições líquidas diretas das instituições à Grécia, Irlanda e Portugal, incluindo aos bancos domiciliados lá, são administráveis em relação ao seu capital", disse Bernanke. O senador Corker e o senador republicano Tom Coburn perguntaram no dia 16 de julho a Bernanke quais seriam os riscos para os EUA se a Grécia ou outro país europeu pequeno derem um default.

Embora a exposição direta dos EUA às economias menores da Europa seja limitada, o presidente do Fed disse que "um evento de crédito soberano na região" tem o potencial de afetar negativamente os EUA, ao atingir "uma ampla série de mercados e instituições financeiras". Quando a carta foi escrita, as autoridades europeias estavam discutindo o envolvimento do setor privado num pacote para evitar um default grego.

Desde que a carta foi escrita, os problemas da Europa se intensificaram. A Grécia ainda luta para evitar um default. Em agosto, os temores dos mercados se estenderam a economias maiores, Espanha e Itália, forçando o Banco Central Europeu a comprar bônus dos governos dos dois países para que ambos consigam vender títulos da dívida a custos permissíveis. A piora da crise europeia alimenta temores de que as maiores economias do mundo possam voltar para a recessão.

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