Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

  • Notícias |
  • Brasil |
  • Política |
  • Mundo |
  • Meio Ambiente e Energia |
  • Agronegócio |
  • Indicadores |
  • Galerias
Perspectivas | 08/12/2011 15:52

Estrategista do Citi prevê seis trimestres seguidos de recessão na Europa

Duração da contração econômica deve ser mais extensa do que o visto na Grande Depressão em 1929 e nas últimas décadas no Japão

Marcel Salim, de
 Comentários (1) Views (635)
Salvar notícia

Getty Images

Citibank

São Paulo – A Europa caminha para um período de recessão prolongada que será mais extenso do que a Grande Depressão em 1929 e do que qualquer crise já vivenciada pelo Japão nas últimas décadas, prevê Robert Buckland, estrategista do Citi.

Em relatório citado pelo blog FT Alphaville do jornal britânico Financial Times, o economista do Citi estima que a crise de dívida pública e bancária na Europa deverá resultar em um período de recessão com início previsto para o quarto trimestre de 2012, podendo se estender por seis trimestres consecutivos, ou seja, um ano e meio de duração.

“Esperamos que seja uma recessão prolongada. Nem mesmo no Japão, durante suas décadas perdidas, foi possível constatar a contração do Produto Interno Bruto (PIB) por seis trimestres seguidos”, destaca Buckland.

“Nossas projeções mostram que o PIB da zona do euro estará abaixo da tendência estabelecida durante os primeiros 10 anos de criação do bloco de moeda única, não retornando a picos vistos anteriormente por muitos anos”, explica.

Dada a forma como os bancos na Europa e suas subsidiárias dominam a concessão de empréstimos nos países localizados nas regiões central e oriental do continente, o estrategista do Citi prevê que estas nações serão as mais vulneráveis à crise, não apenas pelos efeitos de uma contração econômica, mas também devido a uma desalavancagem no sistema bancário.

Os empréstimos de bancos europeus (com exceção dos britânicos) foram equivalentes a 100% do PIB da Hungria e da República Tcheca em 2010. Em comparação a outros locais do globo, os financiamentos corresponderam a 40% do PIB de Hong Kong e Cingapura, e foram ainda menores em relação ao PIB de países da América Latina.

Comentários (1)  

Robson Almeida

Preocupante a situação na Europa. Os reflexos na economia brasileira serão inevitáveis, mas com a crise...

08.12.2011 | Ler comentário completo |  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados