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Otimismo | 12/06/2011 17:58

Egito e Emirados Árabes apoiam candidatura de Lagarde ao FMI

Lagarde não comenta candidatura de Fischer ao cargo, mas se diz "otimista" sobre possível vitória

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Khaled Desouki/AFP

Christine Lagarde

Ministra francesa tinha se declarado otimista sobre suas possibilidades e recebe apoio pelo mundo

Cairo - Egito e os Emirados Árabes Unidos anunciaram neste domingo seu apoio à candidatura da francesa Christine Lagarde na disputa pelo posto de diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"O governo egípcio apoia a candidatura da ministra francesa de Finanças Christine Lagarde ao posto de diretora-geral do FMI", declarou o ministro de Relações Exteriores egípcio, Nabil al Arabi, citado pela agência oficial egípcia Mena, no final de uma entrevista com Lagarde no Cairo.

O Egito tem um representante entre os 24 membros do Conselho de Administração do fundo.

Também os Emirados Árabes Unidos anunciaram seu apoio à candidatura de Lagarde, informou a agência oficial WAM, citando o ministro de Estado das Finanças, Obeid Humaid al Tayer.

Abu Dhabi apoia Lagarde por seu "papel na liderança do ministério francês de Finanças e suas relações, assim como por seus esforços durante as reuniões do G20 sob a presidência da França", completou WAM.

Horas antes, a ministra francesa tinha se declarado otimista sobre suas possibilidades.

"Me sinto confiante, particularmente depois das diferentes entrevistas que mantive hoje (domingo) no Egito", declarou à imprensa depois de se reunir com seu colega egípcio Samir Radwane.

Lagarde evitou comentar a candidatura para o cargo de diretor-geral do FMI do presidente do Banco de Israel, Stanley Fischer, que se soma à do mexicano Agustín Carstens.

Fischer "tem uma experiência passada como número dois americano do fundo", limitou-se a afirmar. "Cada um é livre para apresentar uma candidatura", completou.

O fato de também ser americano poderá ser uma desvantagem para Stanley Fischer, já que é tradicional, ao menos até agora, que a direção do FMI seja ocupada por um europeu e a presidência do Banco Mundial por um americano.

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