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Reino Unido | 20/12/2011 12:07

Deputados britânicos acusam ministério de favorecer multinacionais

A comissão de finanças públicas aponta irregularidades nos pactos aprovados pelos inspetores fiscais em disputas com grandes empresas privadas

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Oli Scarff/Getty Images

Bandeiras do Reino Unido em frente ao Parlamento britânico, em Londres

No relatório apresentado, os deputados condenam que o Ministério da Fazenda esteja dando um tratamento preferencial às multinacionais em comparação com o recebido pelas pequenas empresas e pelos indivíduos

Londres - Após a elaboração de um preciso relatório, uma comissão parlamentar acusou nesta terça-feira o Ministério da Fazenda britânico de favorecer às grandes empresas multinacionais no pagamento de impostos, o que poderia representar uma perda de quase 30 bilhões de euros para os cofres públicos.

A comissão de finanças públicas aponta irregularidades nos pactos aprovados pelos inspetores fiscais em disputas com grandes empresas privadas, como o banco de investimento americano Goldman Sachs, que teve dividas perdoadas entre 9,6 milhões de euros e 24 milhões de euros, por conta do interesse sobre uma fatura fiscal impagável.

'Este relatório é uma dura acusação ao Ministério da Fazenda e à maneira como seus diretores manejam as disputas sobre impostos com as grandes corporações', disse a presidente da comissão, Margaret Hodge.

Por sua vez, um porta-voz da HM Revenue and Costums (órgão não ministerial responsável pela coleta de impostos e pagamentos) negou estas supostas irregularidades e assegurou que o relatório está baseado em 'informações parciais, opiniões pouco rigorosas e uma má interpretação dos fatos'.

A comissão se lança especificamente contra um dos máximos responsáveis do departamento, Dave Hartnett, que em dois anos desfrutou de 107 jantares com advogados e assessores de grandes empresários.

Hartnett, que já anunciou que deixará o cargo em 2012, negou ter qualquer conflito de interesses e respondeu as acusações da comissão com o fato de que atuava assessorado pelos advogados oficiais. No entanto, em relação ao caso da Goldman Sachs, o responsável confirmou que houve um erro.

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