Aguarde...
MassacreBreivik diz que não apelará se for declarado responsável
AtrizBardot implora que Dilma detenha o "genocídio de burros"
AcidentesIncêndio em submarino nuclear americano deixa 7 feridos
Mortos-vivosCanadá divulga manual de sobrevivência para apocalipse zumbi
ReligiãoHá vontade de "limpeza" no Vaticano, diz autor polêmico
Caos5 engarrafamentos que entraram para a história
DiscriminaçãoEscolas britânicas registraram 88 mil incidentes racistas
EUAHomem é detido nu em caminhonete com crianças sequestradas
CrimeTráfico leva 14 homens ao enforcamento no Irã
Barack Obama autorizou a instalação da Comissão de Bioética depois que o caso foi revelado
Washington - Um painel de bioética formado depois do escândalo provocado pelas pesquisas sobre doenças sexuais realizadas por médicos americanos na Guatemala nos anos 1940 recomendaram ao governo dos Estados Unidos que indenizem as vítimas de estudos futuros.
A Comissão de Bioética foi autorizada pelo presidente Barack Obama depois das revelações, ano passado, de que 1.300 guatemaltecos foram infectados com sífilis e gonorreia sem consentimento em uma macabra investigação realizada por um americano há 60 anos. Oitenta e três pessoas morreram em consequência da pesquisa.
Em seu relatório final, a comissão pede uma maior transparência e advertências de fácil compreensão sobre os potenciais perigos de participar nos estudos, assim como altos padrões éticos nas pesquisas financiadas pelo governo federal.
"A comissão confia que o que ocorreu na Guatemala nos anos 1940 não pode acontecer hoje", afirmou Amy Gutmann, titular da comissão.
No ano passado, os Estados Unidos se envolveram em 55.000 projetos de pesquisa no mundo que trabalhavam com cobaias humanas, em sua maioria com objetivos médicos.
Gutmann afirmou que se trata de uma delicada questão ética compensar as pessoas prejudicadas pelas pesquisas, mas insistiu na indenização das vítimas na Guatemala, onde recentemente foram achados cinco sobreviventes das experiências em questão.
A pesquisa realizada na Guatemala, que nunca foi publicada, foi revelada em 2010, depois que a professora Susan Reverby, do Wellesley College, encontrou documentos arquivados que descreviam a experiência liderada pelo controvertido dr. americano John Cutler.
Cutler e sua equipe de pesquisadores recrutam soldados, doentes mentais, prostitutas e presidiários na Guatemala para realizar um estudo que pretendia estabelecer se a penicilina podia ser utilizada para evitar as doenças de transmissão sexual.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação