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Convocação | 11/02/2012 16:45

Cairo ignora greve no 1º aniversário da queda de Mubarak

Normalidade predominou no centro do Cairo e no distrito de Guiza, onde a maioria das lojas abriu como em qualquer outro sábado nesta jornada de desobediência civil

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AFP

Imagem da televisão estatal egípcia mostra o ex-presidente Hosni Mubarak deitado em uma maca, ao dar entrada na sala de audiências

Exatamente um ano depois da renúncia, ex-presidente Hosni Mubarak passou o dia diante de um tribunal

Cairo - Preocupados com a situação econômica, a maioria dos moradores do Cairo ignoraram neste sábado a convocação de uma greve geral e optaram por comparecer em seus trabalhos, exatamente um ano depois da renúncia do presidente Hosni Mubarak, que passou o dia diante de um tribunal.

A normalidade predominou no centro do Cairo e no distrito de Guiza, onde a maioria das lojas abriu como em qualquer outro sábado nesta jornada de desobediência civil, convocada por grupos revolucionários, sindicatos e estudantes, contra a Junta Militar que sucedeu Mubarak no poder.

Cafeterias, lojas de roupa, padarias e agências de viagens foram alguns dos comércios que abriram suas portas, enquanto o transporte público - metrô e ônibus - funcionou sem interrupções.

No aeroporto, não houve cancelamentos e os aviões decolaram e aterrissaram sem grandes atrasos.

'Não podemos fechar porque temos muitas reservas', disse à Agência Efe Mahmoud, funcionário da agência de viagens Safir, cujos escritórios estão em plena praça Tahrir, no centro da capital.

Mahmoud destacou que o turismo é um setor vital para o Egito e disse desaprovar a greve por que 'a economia está muito mal e precisamos trabalhar'.

Apesar da deterioração econômica, Mahmoud afirmou não culpar apenas Mubarak e uniu-se a uma corrente de pensamento muito difundida ente a população que também atribui os males do país ao Conselho Supremo das Forças Armadas.

Uma opinião compartilhada por Ayman Abderrahim, um açougueiro que atendia seus clientes hoje em um posto no mercado de Bab el Louk, próximo a Tahrir.

'O Conselho Militar deve entregar o poder a uma autoridade civil, mas primeiro é mais importante que se retome a produção e que melhore a economia', declarou Abderrahim, comentando que a vida agora é mais dura para os egípcios que há um ano, embora não sinta saudades do ex-presidente.

Apesar da convocação de trabalhadores em Tahrir, pela praça só estavam alguns de seus personagens frequentes: um ou outro revolucionário ainda acampado, sem-tetos e uma tropa de vendedores ambulantes.

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