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Ontem à tarde as autoridades ainda não haviam sido encontrados uma explicação para a explosão
Buenos Aires - "Uma bola de fogo que vinha do céu". Esta foi a descrição dos moradores de Monte Grande, distrito do município de Esteban Echeverría, na Grande Buenos Aires, sobre a luz que ofuscou dezenas de pessoas hoje às 2:00 horas da madrugada.
Na sequência, escutaram uma forte explosão. Ao sair de suas residências, assustados, viram que duas casas e um estabelecimento comercial haviam sido arrasados. A explosão matou Silvia Espinoza Infante, de 43 anos, além de ferir outras sete pessoas. "Parecia uma cena de bombardeio", explicaram os moradores.
Três automóveis jaziam entre os escombros com as rodas para cima. A onda expansiva da explosão quebrou e rachou vidros em um raio de 400 metros. Nos minutos seguintes à explosão - segundo depoimentos dos moradores - os automóveis não funcionavam.
Ontem à tarde as autoridades ainda não haviam sido encontrados uma explicação para a explosão. No entanto, astrônomos argentinos não descartavam que poderia tratar-se de um pequeno meteorito do tamanho de uma bola de futebol ou de um televisor.
A divulgação de duas fotos amadoras que mostravam de forma difusa o clarão da "bola de fogo" no céu aumentou as especulações sobre o caso. Por precaução, as autoridades enviaram uma equipe para medir os níveis de radiação.
"É uma incógnita", declarou Lucia Sendon, diretora do Planetário de Buenos Aires. "Seria necessário encontrar algum vestígio, se isto fosse o resultado de um meteorito. As probabilidades de que uma coisa assim aconteça são baixas...mas existem".
Outras hipóteses indicavam que poderia ser o resto de algum satélite espacial ou de outro tipo de "sucata espacial". "No entanto, não deveriam ser restos do satélite americano que caiu na madrugada do sábado sobre o Oceano Pacífico, já que isso ocorreu 48 horas antes da explosão em Esteban Echeverría", sustentou Mariano Ribas, coordenador de astronomia da mesma instituição.
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