Mesmo com corte, juro real no Brasil continua o maior do mundo

Primeiro corte em 4 anos não bastou para tirar do Brasil a liderança mundial em juros reais, segundo ranking da Infinity Asset Manegement com o MoneYou.

São Paulo – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu hoje cortar a Selic pela primeira vez desde 2012.

A alteração na taxa de 14,25% para 14% deve iniciar um novo ciclo de afrouxamento monetário previsto pelo mercado após a queda nas expectativas de inflação e avanço da agenda fiscal.

No entanto, ainda não é suficiente para tirar do Brasil a liderança mundial em juros reais, segundo um ranking com 40 países formulado pela Infinity Asset Manegement e o site MoneYou.

No cálculo que desconta dos juros nominais a inflação dos últimos 12 meses, o Brasil registra 5,09%, mais de um 1,5 ponto percentual na frente da Rússia – o segundo lugar com 3,38%.

Em seguida vem China (3,01%), Polônia (2,01%) e Indonésia (1,87%). Em último estão Hong Kong (-3,40%), Argentina (-9,79%) e Venezuela (-56,57%).

A média geral dos 40 países é negativa em -1,3%,

Na conta que considera a inflação projetada para os próximos 12 meses, nossa liderança é ainda maior: 8,49%, seguido pela Rússia com 4,27%. Isso acontece porque a projeção no momento é que a inflação brasileira caia bastantes ao longo dos próximos meses.

Veja os 40 países do ranking e os juros reais em cada um (juros nominais menos a inflação dos últimos 12 meses):

País Juros reais
1 Brasil 5,09%
2 Rússia 3,38%
3 China 3,01%
4 Polônia 2,01%
5 Indonésia 1,87%
6 Índia 1,86%
7 México 1,73%
8 Malásia 1,48%
9 Tailândia 1,12%
10 Taiwan 1,05%
11 África do Sul 1,04%
12 Grécia 1,01%
13 Israel 0,81%
14 Filipinas 0,68%
15 Austrália 0,50%
16 Colômbia 0,45%
17 Singapura 0,42%
18 Japão 0,40%
19 Chile 0,39%
20 Hungria 0,30%
21 Turquia 0,21%
22 Coreia do Sul 0,05%
23 Holanda -0,10%
24 Itália -0,10%
25 Espanha -0,30%
26 Reino Unido -0,35%
27 França -0,40%
28 República Tcheca -0,45%
29 Suíça -0,55%
30 Canadá -0,59%
31 Estados Unidos -0,59%
32 Áustria -0,60%
33 Portugal -0,60%
34 Dinamarca -0,65%
35 Alemanha -0,70%
36 Suécia -1,39%
37 Bélgica -1,84%
38 Hong Kong -3,40%
39 Argentina -9,79%
40 Venezuela -56,57%
Média -1,30%