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“Na verdade, há várias crises, a social, a econômica, a ambiental, a cultural, a política e a de valores. Portanto, é uma crise civilizatória", disse Marina
São Paulo - No segundo dia de debates do II Fórum Global de Sustentabilidade SWU, em Paulínia (SP), a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva foi uma das palestrantes do painel “Oportunidades e limites do modelo de desenvolvimento sustentável”, que contou ainda com Mário Mantovani, da SOS Mata Atlântica; Karla Parra, Pnud – ONU; Darian Heyman, Cradle to Cradle; e Jason Salfi, Comet Skateboard. O fórum contou ainda com a atriz Daryl Hannah e Anne Gabriel em outro painel, que discutiu iniciativas transformadoras.
Marina Silva falou que o SWU acontece em um momento imperativo do planeta, marcado pela necessidade de equacionar a economia e a ecologia, ressaltando que vivemos em um contexto de crise e que temos de trabalhar com paradoxos. “Na verdade, há várias crises, a social, a econômica, a ambiental, a cultural, a política e a de valores. Portanto, é uma crise civilizatória”.
Mas segundo ela, a crise ambiental é a mais grave. Isso porque na crise econômica, o dinheiro para salvar o sistema financeiro “aparece rapidamente” e, na ambiental, “as pessoas andam a passos de tartaruga”. “É preciso cuidar das duas crises juntas”, disse. “A capacidade de biodiversidade do planeta está 30% comprometida, segundo estudos científicos. Por outro lado, quem destruiria 50% de seu PIB?”, questionou Marina.
Em uma exposição descontraída, Mário Mantovani, reiterou que existem apenas 7% da Mata Atlântica original. E, para conservar o pouco que restou da Mata e de outros biomas, é preciso engajamento da sociedade civil por meio da comunicação digital, das ferramentas tecnológicas que multiplicam o debate.
Os demais palestrantes enfatizaram a conscientização e a importância de sermos mais efetivos nas ações. “Temos de mudar a maneira de pensar sobre a produção e o consumo”, frisou Darian Heyman, autor do livro “Cradle to Cradle (Do berço ao berço)”. Jason Salfi, que utiliza materiais ecológicos na confecção de skates, completou: “Se não pensarmos em uma mudança efetiva iremos do berço para a tumba”.
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