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Nos anos 90, o Tietê padecia com o despejo de esgoto produzido por 33 mil fábricas e mais de 13 milhões de pessoas
São Paulo – A edição da revista The Economist, que chega às bancas nesta quinta-feira, traz uma reportagem sobre a limpeza do Rio Tietê, em São Paulo. Em tom otimista, o texto aborda as políticas de despoluição adotadas pelo governo paulista nas duas últimas décadas.
De volta aos anos 90, a reportagem lembra que naquele tempo o Tietê padecia com o despejo constante de esgoto produzido por 33 mil fábricas e mais de 13 milhões de pessoas – sendo que 4/5 deste volume não recebia tratamento algum. “O rio era biologicamente morto”, destaca um trecho.
Só em 1992, com a mobilização de ONGs e dos veículos de comunicação, é que o governo de São Paulo lança um programa de despoluição das águas do Tietê. Mesmo assim, diz o texto, vinte anos mais tarde, o Tietê ainda é “fedorento e sujo”. Mas, em seguida, vem a ressalva: a situação deve mudar. A reportagem vê como indicador dessa trasnformação a expansão do saneamento na cidade. “Hoje 55% do esgoto da cidade é tratado; em 2018, deverá ser 85%”.
Outro ponto positivo de acordo com a reportagem é o trabalho de limpeza que a Sabesp vem realizando em 100 afluentes do rio, além da construção de áreas de recreação, do plantio de árvores, e a criação de uma ciclovia nas margens do Tietê.
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