Aguarde...
LeiDilma deve decidir nesta quinta por veto parcial a Código
EstiagemPrejuízo com a seca ultrapassa os R$ 400 milhões em PE
SustentabilidadeReduzir IPI para carros vai na contramão da economia verde
Meio ambiente"Pai" do Protocolo de Kyoto se frustra com negociações
LevantamentoIndústria de embalagens está mais sustentável
TragédiaLixo do tsunami japonês chega em profusão à costa do Alasca
LimpezaCoreano cria robô para limpeza de petróleo no mar
PrevisãoOs prejuízos das mudanças climáticas para a economia de Minas Gerais
Rene Fernandes, da FGV (esq) e o analista de sistema Willian Cruz: eles preferem as magrelas
São Paulo – Tá estressado? Quer perder uns quilinhos? Não aguenta mais a rotina diária de embreagem-primeira marcha-ponto morto dos congestionamentos? Então pedale! O tráfego pesado, a sensação de perda de tempo, o custo com combustível, ônibus e metrô ou até mesmo o gostinho de aventura são alguns dos motivos que têm levado muita gente a optar pela bicicleta para ir e vir na capital paulista.
Todas as manhãs, o diretor de projetos da Fundação Getúlio Vargas Rene Fernandes veste terno, calça social, capacete, confere a garrafinha de água, põe a mochila nas costas e sai para pedalar por 4km até o trabalho. De sua casa, na Consolação, até o destino final, na Avenida Paulista, leva 15 minutos. “Com o carro, gastava 40 minutos”, diz Rene,de 28 anos, que também usa a bike para ir ao mercado, ao bar no fim de semana, e até mesmo em reuniões.
Foi no caminho para uma dessas reuniões, em Pinheiros, que ele parou na Praça Victor Civita para conversar com a reportagem. Pontual, chegou tranquilo, quase sem transpirar, como se não tivesse feito esforço algum. Adepto das magrelas há cerca de um ano e meio, Rene afirma que a bike lhe devolveu o controle do tempo.
“Hoje, não tenho a desculpa do trânsito para justificar o atraso”, brinca. E também, lhe deu mais serenidade ou, como gosta de dizer, um senso de “humanização dos deslocamentos”. “Tenho contato com coisas e pessoas que não tinha antes, isolado no carro”, explica. Para não falar dos benefícios físicos. “Como o que quiser e não engordo”.
Segurança e consciência para evitar “sustos”
Para os ciclistas urbanos, a escolha da rota é um dos principais fatores de segurança. “Ruas por dentro dos bairros e com lombadas [que espantam os carros] são trajetos melhores do que rodovias movimentadas”, diz o analista de sistema Willian Cruz, criador do site Vá de Bike! e ciclista há mais de dez anos.
Cuidados que ele segue ao pé da letra para sair de onde mora, na Praça da Árvore e chegar – são e salvo – na agência de publicidade em que trabalha, no Itaim Bibi. Montado em uma Caloi Urbe (a primeira bike dobrável da marca), Willian leva só 30 min no percurso de 10 km, metade do tempo que levaria de ônibus.
Obstáculos, eventualmente, aparecem. Ás vezes é um motorista de ônibus que acelera para passar perto e tirar o chamado fino educativo, diz. “Eles acham que o ciclista não tem direito de estar alí e querem dar uma lição, que pode virar tragédia”.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação
Pablo Murta Baião Albino
Gostei muito da matéria sobre as pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte. Quando vivi...
23.09.2011 | Ler comentário completo |