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Membros do Instituto Chico Mendes encontram área de corte ilegal de árvores no Pará
Trairão, Pará - As autoridades brasileiras executam operações contra o corte ilegal de madeira da Amazônia e apreenderam milhares de toneladas, mas o Estado ainda está praticamente ausente nesta imensa região e a população insiste que a madeira é sua única fonte de sustento.
Uma das mais recentes operações terminou nesta quinta-feira e foi realizada em Trairão - estado do Pará, um dos mais violentos por seus conflitos agrários - pela polícia, as Forças Armadas, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICM Bio) e o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).
Foram apreendidos quase três mil metros cúbicos de madeira ilegal em toras e madeira serrada, estimados em 2,5 milhões de dólares, e seis tratores. Além disso, foi fechada uma serralheria, informaram as autoridades.
Mais de 90% das toras apreendidas eram de ipê, uma espécie ameaçada cuja madeira é chamada de "ouro da Amazônia" pois é escassa e seu valor supera os US$ 1.300 por metro cúbico.
O responsável pela devastação, Valdinei Ferreira, foi multado em 1,8 milhão de reais (1 milhão de dólares), mas está em liberdade pois o crime não prevê pena de prisão.
"Grande parte da madeira extraída ilegalmente é destinada à exportação pelo porto de Belém", capital do Pará, informou Davi Rocha, analista ambiental e chefe do escritório do Ibama em Itaituba.
Especialistas calculam que de 40% a 60% da madeira saída da Amazônia sejam ilegais enquanto há uma década a proporção era de 80%.
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