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África | 30/12/2011 17:21

Operação Arca de Noé para reserva dizimada por caça no Maláui

ONG já gastou US$ 15 milhões para repovoar uma reserva na África

Jean Liou, da
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Carl de Souza/Arquivo/AFP

Elefantes de uma reserva na África, com o por do sol ao fundo

A African Parks Networks vai comandar a reserva por 25 anos

Reserva de Majete, Maláui - Esvaziada de seus animais pelos caçadores ilegais, uma reserva do Maláui está sendo progressivamente repovoada com antílopes, elefantes, leopardos e leões, por uma Organização Não Governamental que quer fazer dela uma das principais atrações turísticas da região.

Apesar de oficialmente protegidos, desde 1955, os 700 km2 da reserva de Majete, no sul do país, abrigavam, apenas, alguns babuínos até que a organização sul-africana, African Parks Networks, de caráter não lucrativo, retomou sua administração, em 2003, por 25 anos.

"Na realidade, não havia nenhum controle. O último elefante foi caçado em 1992" e, dez anos antes, ainda havia várias centenas deles. "Nenhum turista vinha mais, porque, simplesmente, não tinha mais nada para ver!", conta o diretor do parque, Patricio Ndadzela.

Em oito anos, a African Parks, que tem como objetivo a conservação dos espaços naturais no continente, reintroduziu mais de 2.500 animais nesta vasta extensão de savanas, margeando o Shire, o principal rio do Maláui: 742 impalas, 359 antílopes pretos, 306 búfalos, 250 elefantes, 177 zebras, 158 javalis, 7 renocerontes pretos, 4 leopardos...

"Majete representa o sucesso de uma operação Arca de Noé", felicita-se Peter Fernhead, diretor geral da organização.

"Nós só introduzimos os animais característicos da região", precisa o guarda-florestal Fyson Suwedi. Não haverá, então, girafas ou avestruzes na reserva agora fechada e vigiada. Os leões devem chegar em julho próximo.

A chegada do rei dos animais vai permitir a Majete propor as "Big Five", as cinco grandes feras, que vão fazer salivar os turistas: leões, leopardos, elefantes, rinocerontes e búfalos.

Para atrair os visitantes, a African Parks também traçou trilhas, readaptou o acampamento local - de onde se pode ver os elefantes -, construiu um centro de acolhida com lojas e um restaurante.

A organização investiu aí 15 milhões de dólares a fundo perdido, para fazer reviver Majete, seu grande projeto e sua vitrine, destaca o responsável pelas mudanças Dorian Tilbury.

 

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