Aguarde...
LeiDilma deve decidir nesta quinta por veto parcial a Código
EstiagemPrejuízo com a seca ultrapassa os R$ 400 milhões em PE
SustentabilidadeReduzir IPI para carros vai na contramão da economia verde
Meio ambiente"Pai" do Protocolo de Kyoto se frustra com negociações
LevantamentoIndústria de embalagens está mais sustentável
TragédiaLixo do tsunami japonês chega em profusão à costa do Alasca
LimpezaCoreano cria robô para limpeza de petróleo no mar
PrevisãoOs prejuízos das mudanças climáticas para a economia de Minas Gerais
A diretora da Convenção sobre o Clima da ONU, Christiana Figueres nas negociações de Durban: "só acontecerá se for de baixo para cima, se o setor privado participar"
Davos - Há poucas possibilidades de um acordo para reduzir as emissões de gases que provocam o aquecimento global, a menos que as empresas pressionem os governos, alertou nesta quinta-feira, no Fórum Econômico Mundial de Davos, a diretora da Convenção sobre o Clima das Nações Unidas, a costa-riquense Christiana Figueres.
"Apesar de os governos terem dito em Durban 'sim, vamos dedicar os próximos três anos para negociar e estabelecer para 2015 um acordo legalmente vinculante', sejamos claros: isso não vai acontecer", disse Figueres.
"Isso não vai acontecer da perspectiva de cima para baixo. Só acontecerá se for de baixo para cima, se o setor privado participar".
"A menos que se faça isso de baixo, a menos que haja uma forte pressão dos consumidores, do setor privado, da sociedade civil aos governos para que digam sim, é isso que queremos, como seres humanos é o que queremos, não vai acontecer, porque é grande demais", alertou.
A maratona de negociações de dezembro desembocou em um amplo consenso para selar um novo acordo para 2015 a fim de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento do planeta.
As empresas não se livrarão do aquecimento global e de seus efeitos sobre o clima, advertiu Figueres, lembrando que as recentes inundações em Bangcoc causaram "a redução de 25% da produção mundial de componentes de computadores".
"Se isso não é um exemplo do quanto estamos interconectados, como os governos e o setor privado precisam trabalhar juntos, não há nenhum outro exemplo mais convincente", disse.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação