Aguarde...
GovernoVeto ao Código Florestal agrada bancada ambientalista
ProtestosIndígenas contrários a estrada na Bolívia pedem reunião com OEA
Energia nuclearIrã não cede e aumenta produção de urânio
PressãoGreenpeace critica vetos do governo ao Código Florestal
EncontroÍndios começam a preparar terreno para 'aldeia' na Rio+20
RankingGoiânia e Campinas são as cidades mais arborizadas do país
CarrosPorsche cria carro de luxo com sistema híbrido
CongressoDEM irá ao STF contra mudanças no Código Florestal
FlorestasGreenpeace critica falta de detalhamento de vetos ao Código
VetosMP dá sentido ao Código Florestal, diz Pimentel
O fato de viverem em pequenas ilhas deve ter contribuído para o tamanho das espécies
São Paulo - Pesquisadores alemães encontraram em ilhas de Madagascar, a sudeste da África, as menores espécies de camaleões já catalogadas, uma delas com menos de 30 milímetros de comprimento da cabeça à cauda. O fato de viverem em pequenas ilhas deve ter contribuído para o tamanho das espécies, segundo artigo publicado na última edição da revista PLoS ONE.
Os lagartos foram encontrados pelos pesquisadores da Coleção Zoológica Estatal de Munique em uma cuidadosa busca noturna auxiliada por lanternas. De dia, os camaleões se escondem embaixo de folhas e na casca de árvores. De noite, saem para caçar insetos diminutos.
Além do próprio tamanho, outro fator que chamou a atenção dos cientistas foi o habitat das espécies. O menor dos territórios tem apenas meio quilômetro quadrado segundo Frank Glaw, que liderou a expedição.
"A miniaturização extrema desses répteis deve estar acompanhada de muita especialização corporal. Esse é um campo de pesquisa muito promissor", disse Glaw. "Mas o mais urgente é focar na conservação dessas e de outras espécies micro endêmicas de Madagascar, que estão sofrendo muito com o desmatamento de seu território", completou.
A menor das novas espécies, o Brookesia micra, foi encontrada apenas em uma ilhota muito pequena chamada Nosy Hara. Já o Brookesia tristis foi batizado como uma alerta do perigo de extinção se os habitats não forem conservados. Testes genéticos foram necessários para dividir os camaleões em quatro espécies, já que eles se parecem bastante.
Apesar do nanismo, segundo a pesquisa as novas espécies de camaleões têm a capacidade de mudar a cor da pele.
Saiba mais - Nanismo insular
Ocorre quando indivíduos de uma população continental povoam pequenos habitats onde ficam isolados, como ilhas. Ao longo de gerações, o tamanho médio dos indivíduos vai diminuindo. Fatores como a menor incidência de alimento ou a falta de predadores naturais influenciam na criação de subespécies anãs. Existem muitos exemplos desse processo ao longo da evolução da vida no planeta Terra, com dinossauros, aves, mamíferos e répteis. As ilhas de Madagascar possuem muitas espécies anãs.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação