Aguarde...
LeiDilma deve decidir nesta quinta por veto parcial a Código
EstiagemPrejuízo com a seca ultrapassa os R$ 400 milhões em PE
SustentabilidadeReduzir IPI para carros vai na contramão da economia verde
Meio ambiente"Pai" do Protocolo de Kyoto se frustra com negociações
LevantamentoIndústria de embalagens está mais sustentável
TragédiaLixo do tsunami japonês chega em profusão à costa do Alasca
LimpezaCoreano cria robô para limpeza de petróleo no mar
PrevisãoOs prejuízos das mudanças climáticas para a economia de Minas Gerais
Gelo na Antártica, onde se localiza o lago Vostok: "esperamos encontrar vida lá como nenhuma outra que exista na Terra", explicou Sergei Bulat, um biólogo molecular
Moscou - Cientistas russos afirmaram nesta quinta-feira que uma sonda enviada a um lago primitivo sob o gelo da Antártica pode fazer revelações sobre a evolução do planeta e até mesmo novas formas de vida.
Uma equipe russa fez uma perfuração até a superfície do lago Vostok, que, acredita-se, foi coberto por gelo durante milhões de anos, em um avanço anunciado oficialmente pelo Instituto do Ártico e da Antártica.
Cientistas afirmaram que as amostras de água que serão retiradas do lago até o fim deste ano podem revelar novas formas de vida, apesar das condições extremas.
"Esperamos encontrar vida lá como nenhuma outra que exista na Terra", explicou Sergei Bulat, um biólogo molecular do Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo, à AFP.
"Se houver vida lá, será uma forma de vida que é desconhecida para a ciência. Nesse caso, estamos falando de uma descoberta fundamental, uma nova página em nossa compreensão científica da vida".
"Descobrimos um novo assunto para a ciência, ninguém nunca viu nada como isso", acrescentou Vladimir Syvorotkin, um especialista em geologia e mineralogia da Universidade Estatal de Moscou.
"Os biólogos provavelmente encontrarão alguma bactéria desconhecida que se adaptou a estas condições", disse à AFP.
Os sedimentos do lago também revelarão mudanças na Terra e em seu clima nos últimos 20 milhões de anos, afirmou German Leichenkov, do Instituto de Geologia e Recursos Minerais do Oceano em São Petersburgo.
"Para os geólogos, é importante perfurar e trazer de volta os sedimentos. Eles contêm informações sobre alterações no meio ambiente, o clima nos últimos 15 a 20 milhões de anos", disse à AFP.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação